Sábado foi um dia de grandes expectativas, para um menininho de 3 anos e meio. Ao acordar ele já quis se certificar em que dia da semana estava: “hoje já é sábados e domingos?”
Após o almoço, tomou um banho caprichado, arrumou uma pequena mochila com seus brinquedos preferidos, uma muda de roupa extra pra garantir e partiu para casa do melhor amiguinho, mas antes sem dizer: “tchau, mãi. Qualquer coisa, me liga”.
E foi.
Poderia não ter deixado ele ir, afinal, ele é praticamente um bebê! Poderia ter ficado em casa aos prantos, com síndrome do ninho vazio, mas não...fiquei entretida tentando por em prática meus poderes paranormais.
Estava super tranquila a respeito do comportamento dele longe dos meus olhos. Já dizia meu pai: costume de casa, vai à praça. E isso é uma verdade incontestável.
Por isso mesmo, não liguei nenhuma mísera vez para saber como estavam as coisas, apesar dos insistentes pedidos do Paulinho, que nessas horas se revela muito mais ansioso que eu. Afinal, eles tinham o nosso telefone e o combinado era de que se houvesse qualquer problema, eles entrariam em contato. Além do que, como quero que meu filho se sinta seguro, se eu mesma não me sentir?
Quando vi o carro estacionando na porta de casa no final da tarde, tive que segurar um pouco a histeria. Tava com uma saudade louca, uma saudade gigantesca daquele moleque!!! Mas queria aparentar um pouco de normalidade perante aqueles pais, com quem tenho pouca intimidade. Compostura, Daniele. Compostura.
{Passa rápido, viu? Um dia desejei ter secretamente guardado para ocasiões especiais, lenços umedecidos de clorofórmio e hoje, estou aqui, esperando filho no portão de casa.}
Depois de abraçá-lo loucamente, fiquei com aquele sorriso inquisidor congelado pra mãe do amiguinho, querendo saber de tu-do. Querendo detalhes pormenorizados. Mães entendem esses códigos e ela já foi desfiando o rosário: disse que tudo transcorreu maravilhosamente bem, que brincaram sem brigar, que lancharam bonitinho e que a tudo e por tudo o Otto agradecia, inclusive, veio agradecendo no trajeto de volta e dizendo que estava muito, muito feliz por ter ido a casa do amigo.
Isso acaba sendo um teste pra nós, não?
Saber se nossos filhos são educados por terem apreendido os valores que tentamos passar diariamente ou se nos obedecem apenas pelo controle que exercemos.
Fiquei orgulhosa do meu menino.
Fiquei sim.
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