Ainda no clima festivo, tomei a liberdade de convidar uma pessoa que além de ocupada, pop,
Mamatraca, divertida e algumas vezes polêmica, é super generosa! O melhor numa festa é poder receber as pessoas queridas, é ou não é? Casa cheirosa, café fresquinho e um papo pra lá de especial.
Camila, escreve o
Mamãe Tá Ocupada!!!, onde descreve suas aventuras como mãe de 3 - Manuela e dos gêmeos Pedro e Joaquim. E hoje está aqui pra falar da junção do seu lado balzaca e do seu lado materna. Cá entre nós, ela conseguiu a façanha de definir a essência do blog. Se vc ainda não entendeu o porquê desse nome, vem com a gente.
Por: Camila Colla
Não posso precisar o diagnóstico, mas se eu negar um cafezinho, com certeza é doença! Portanto, como estou extremamente saudável, aceitei o convite carinhoso da Dani e cá estou, tomando café no Balzaca Materna, com a maior honra do mundo.
Acho até justo, já que sou balzaca e materna. Fui materna antes mesmo de ser balzaca, o que pode ser comum, mas não é regra. Nem toda materna é balzaca, mas vai ser! Portanto, preparem-se! Para a balzaca e para a materna também.
Confesso que o simples fato de me imaginar materna e balzaca (não necessariamente nessa ordem) já me causou calafrios na espinha. Quer dizer, ser materna não é obrigação de ninguém nessa vida, mas balzaca é inevitável.
Eu sempre quis ser materna, mesmo com os tais calafrios na espinha, sonhava com um materna cor-de-rosa, cheio de laços, babados, rendinhas, poás e fru-frus infinitos. Nos sonhos, eu carregava os meus bebês gorduchos, bochechudos, rosadinhos, simpáticos e risonhos, e os exibia com um sorriso babão e besta no rosto. Este, impecável, assim como o meu cabelo, a minha roupa, nada over, apenas impecável. A imagem da mãe orgulhosa que tira um frango assado perfeito, cheiroso, delicioso do forno, o sucesso da família no jantar!
Por outro lado, nunca quis ser balzaca. Para quê ver a gravidade agindo com toda a sua força? Os cabelos mudando de cor? O metabolismo que desacelera um tantão a cada dia? E um único brigadeiro consumido estacionado eternamente na minha região abdominal? Não, quero, não, obrigada. Pode passar?
Não, não pode. Ser balzaca é condição sine qua non da vida, aprendam a aceitar. Eu antecipei uma crise e sofri horrores pela proximidade irreversível de me tornar balzaca, caminho sem volta, via de mão única. Mas, daí, acalmei, aceitei e tô aí: de pé, firme, forte e feliz.
A verdade é que ser balzaca e materna é uma harmonização perfeita. A materna rejuvenesce a balzaca, pela sua capacidade de criar, imaginar, brincar, fantasiar, rir, gargalhar e aprender a cada instante. A balzaca garante à materna a tranqüilidade, a segurança, a confiança e a maturidade que essa função humana e feminina exige e requer.
A materna não balzaca joga no Google, a balzaca materna ouve atentamente os seus próprios instintos. A comparação é meio literal, até um pouco grosseira – desculpem! - , mas é mais ou menos por aí. É aceitar que os poás ficam mais charmosos e cheios de história com as manchas de suco de uva, que os laços e rendas nunca ficam perfeitamente passados, que frango assado sempre resseca, que cabelo e pele impecáveis só existem na base do photoshop e que a vida sem brigadeiro é muito chata! E... tudo bem!!!
Então, se me permitem, experimentem a materna com uma dose de balzaca, ou a balzaca com uma pitada de materna. Não sei dizer se a ordem dos ingredientes influencia, mas o resultado é gourmet de tão sofisticado!
***
Foi mais um presentão de aniversário bloguístico.
Mais da Camila, no
Mamãe Tá Ocupada!!! e no
Mamatraca.
Cuidado! Vicia.