quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sutil indelicadeza


Estava conversando com os dois na sala.





- Bia, vc ficou tão linda com esse vestido! Amarelo te deixa ainda mais bonita! - diz a mãe babona.





- Ai, mãe....vc já disse isso 1614 vezes hoje - diz a filha mala-gradecida.





- Vc tá muito feia, muito feia mexmo - diz o filho hominho insensível.





Criaram uma celeuma, a partir de um simples e lisonjeiro elogio. Olho para o Otto bem séria, enquanto a Bia pipocava de rir na poltrona e passo o sermão da montanha:





- Filho, não diga isso. Vc está sendo muito grosseiro! Os homens devem ser gentis blablabla whiskas sachê - enquanto fazia uma força sobre-humana para não rir.





- Tá bom, mãe. Desculpa Bia, vc ficou muito linda nesse vestido FEIO.










Ai, gente.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Astuciosos, é o que são


Uma ida ao supermercado com crianças pode ser altamente desesperador.


Não passa pela cabeça de muitas mães, levar seus filhos para fazer as compras do mês. Comigo isso é diferente, porque sempre precisei levá-los. Já que nunca tive essa possibilidade de escolha.





Eduquei e sigo com os dois numa boa.


É bem tranquilo, juro.





Daí que os meninos saíram com a avó para o supermercado.


Deveria confiar no meu taco e imaginar que meus filhos se comportariam como um lord e uma lady que de fato são. (AHAM) Mas as crianças são imprevisíveis e muito, muito mais espertas do que pode supor nossa vã filosofia.







daqui








O resultado dessa empreitada é que foi totalmente inusitado:





Filha 1 - voltou com um tubinho de MM´s, já pela metade - era a sobremesa, segundo ela. Precavida como é, a comeu antes mesmo do almoço.


Filho 2 - voltou trazendo um brócolis na mão - segundo ele, a vovó esqueceu de usá-lo na salada do almoço. Precavido como é, já garantiu a salada do dia seguinte.





Não contava com sua astúcia.


Não mesmo.










sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tem como não amar? Feliz Natal




Não. Eu não me afasto do Natal.


Gosto das luzes, dos preparativos, dos enfeites de papai noel, das cores verde e vermelho. Por causa da vovó, aprendi a gostar até das Harpas Natalinas, um vinil que está com a capa embolorada guardada no fundo de um armário.





Sou daquelas que come salpicão e devora rabanadas. Como filha esperei o bom velhinho com meu sapatinho na janela e como mãe, na calada da noite, corro pra colocar os presentes embaixo da árvore, para no dia do natal, espiar a correria das crianças com a certeza de que ele não esquece de ninguém, afinal o velhinho sempre vem. 





Quem mora fora, sozinha, longe da parentada sabe que por mais esforço que se faça, um natal sem família reunida não tem a mesma graça, não gera história, não tem emoção. Todos ali tem um papel a desempenhar, até mesmo o chato-mala, figurinha presente em toda grande família que se preze.





Se Papai Noel existe?


Sim e ele pode ser um personagem perigoso criado para gerar um apelo que justifique o consumo desenfreado com o único objetivo de levar multidões aos shoppings e ao endividamento com juros estratosféricos no cheque especial.





Pra mim, ele existe sim, numa figura bonachona e caridosa que sai de casa em casa pra alegrar a vida das pessoas voando num trenó, mesmo que sua casa esteja nos trópicos. O meu presente é poder passar o natal com toda a minha família, que pode até não ser perfeita, mas é a família que eu amo.











Como sou uma boa menina, também fiz meu pedido para o Papai Noel - estamos todos lá no MMqD, num vídeo especial. Vai ver, vai. AQUI.



Desejo a todos vocês, leitores e amigos do BM um Natal abençoado de muita luz e alegria.










quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Viva eu!




daqui





Nasci velha.


E o meu grande compromisso nessa vida é me livrar do peso das coisas desnecessárias, deixar pra trás o resquício da arrogância e da prepotência da juventude pra me sentir mais leve, pra me ater exclusivamente ao que me faz bem.





Como Benjamin Button, fui ficando mais nova a medida que cronologicamente envelhecia. Não tive crise de idade, não ainda. 





Encontrei nos 30 o equilíbrio que faltava e me desfiz de todas as máscaras que envolvem o ego (beijo Freud). Comprometida comigo mesma, me sinto mais segura e muito mais livre. Balzaquiana é uma fase deliciosamente egoica.





Sou do tipo que curte tudo, inclusive o próprio aniversário. Tem bolo e tem família, tem cerveja e tem amigos. E de todos os anti-idade, o melhor e mais eficaz é o sorriso.





Agora sou uma mulher de 32, com corpo de 31 e a alma....ah! essa cada vez mais xóvem.


Fica gente, tem festa.










domingo, 18 de dezembro de 2011

Seria a primeira crise?




Dia absolutamente normal. Normalmente entediante, daqueles chuvosos e friorentos.


Estávamos todos empinhados dentro de casa, tentando vencer o marasmo, que algumas vezes considero confortável.





Ela estava particularmente mal-humorada e inquieta. Criou confusão com coisas triviais. Não ficava satisfeita com nada, nem na companhia de ninguém. Não sabia dizer como se sentia, nem o que queria. Queria tudo e nada ao mesmo tempo.





Nesse clima, o dia levou anos.





Até que ouvi um choro vindo da escada. Chamei por ela. Sem resposta. Insisti.


Olhos inchados, mão no peito e uma angústia que dava pra ser fatiada.





"mãe, me ajuda. Não sei o que tá acontecendo, não sei o que tô sentindo. Não quero chorar, mas o choro vem mesmo assim. Por que, mãe?"





Estava diante de minha própria impotência e apesar de não ter respostas ensaiadas, ofereci meu abraço e um colo quentinho. Só disse a ela que é normal a gente se sentir assim e que acontece com todo mundo. Depois de um tempo aninhada, ela me olhou e perguntou:



"mãe, vc vai me dar colo, mesmo quando eu crescer?"




Sempre, minha filha. E é muito importante que saiba que independente da idade ou da situação em que se encontre terá sempre a mim e estarei sempre pronta pra te acolher.



Sempre.




***



Ai, hormônios! deixem a minha menina em paz.








quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Juiz de filho


Estou pra escrever esse post há muito tempo, mas não sabia qual enfoque daria. Se eu começasse a descrever essa fase como uma aberração fora do normal, não estaria sendo coerente com o que penso, se só tentasse focar no meu cansaço, não estaria sendo justa...





Otto e Bia apesar de serem irmãos são absolutamente diferentes e surpreendentemente parecidos. Ultimamente vivem se pegando, brigando, reivindicando direitos e exigindo que eu tome um partido. Bia banca a ofendida e se retrai, já o Otto depois de um minuto nem lembra mais o que aconteceu.





Os motivos são os mais banais e por isso mesmo, totalmente relevantes: brigam pela posse de brinquedos, pelo que vão assistir na tv, sobre quem começa a jogar. Para mim, isso não extrapola a normalidade, já que não vejo rivalidade, inveja ou competitividade. Não posso negar que é super desagradável e que me cansa muito, mas para por aí, sabe? Não me sinto culpada, não me amarguro, muito menos me sinto incompetente como mãe.





Tento da melhor forma ser justa e não interferir demais, afinal eles precisam se conhecer, traçar seus próprios códigos de conduta, criar intimidade e definir nessa relação seus próprios limites. 





Seria muito mais cômodo separá-los. Colocar cada um em um cômodo e ficar livre da gritaria e do chororô, mas eles precisam aprender a se respeitar e a minha contribuição é deixá-los juntos. Separar criaria um sentimento de proteção em um e de rejeição no outro.





Ao invés de juiz de filho, procuro bancar o Max Gueringer e intermediar os conflitos - naturais em quaisquer relação.













Dei uma pausa na produção desse texto e de longe vi o Otto tentando de todas as maneiras alegrar a irmã que estava largadona no sofá por causa de um febrão. Incansável, cantou duas musiquinhas, sacolejando seu corpinho magrelo, fez várias cosquinhas, até que finalmente arrancou um sorriso dela.





"Vc tá feliz, agola Bibia? Só gosto de te ver feliz, sabia?"





Depois de receber uma resposta afirmativa, sentou ao seu lado, da maneira mais companheira que consegue ser.





Isso reforça em mim a certeza de que estamos no caminho certo.





Né?













quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que aprendi em 2011







via we heart it





Recebi um convite super especial de uma pessoa pela qual me encantei. Conheci o blog Diário dos 3 Mosqueteiros através da Ly Mello e fiquei comovida com a força da Mirys. Apesar de a vida tê-la surpreendido de uma forma totalmente inesperada, ela nunca perdeu a força de viver. Também pudera! a mesma vida que lhe tirou, também lhe deixou dois amores: o Guigo e a Nina.





É exemplo de vida, de alto-astral, tem sempre uma proposta pra movimentar a blogosfera e se despede de uma forma muito particular - com beijos e bençãos. 





No seu cantinho, em seu especial de Natal, hoje conto tudo o que aprendi no ano de 2011.





Vem comigo? Clica aqui.





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Muito além dos telefonemas


Tenho um plano telefônico que me permite fazer ligações interurbanas à vontade. Isso compensa um pouco a distância física da família, já que diariamente converso com minha mãe ou meu irmão. Acontece, que mesmo com esse contato diário, muita coisa nos escapa...





***





Daí ele, um crianção de seus quarenta e pouquinhos chegou de viagem trazendo muita novidade. Uma delas era um desses aparelhos de blu-ray 3D. Empolgadíssimo, chamou todo mundo pra ver como aquilo era sensacional, cheio de recursos, imagem excelente. Talvez a mesma empolgação que sentiram com a primeira tv em cores! Todos juntinhos esperando que a maravilha tecnológica começasse a funcionar e ele, não se atentou a voltagem.





Ligou, pifou.





A mesma alegria que contagiou a todos, os fez murchar. Cabisbaixo, subiu e pediu que seu pai pegasse o aparelho e desse um fim, pois não queria nem mais olhar.





Esperou que o filho saísse pra trabalhar, botou a caixa debaixo do braço e foi atrás de uma solução. Foi ao encontro de um dos melhores consertadores da região e contou o que tinha acontecido. O homem fuçou, fuçou e garantiu que ainda tinha jeito.





Chegando em casa, colocou a caixa num lugar estratégico. Ela precisava ser vista assim que ele entrasse em casa. A tática não funcionou, tamanha a decepção dele. Subiu sem notá-la. Seu pai pediu que ele descesse e tentasse ligar novamente. Pensando se tratar de uma brincadeira de mau gosto, nem deu bola. Continuou regurgitando sua frustração.





Só que seu pai insistiu, até que, diante da insistência e notando um tom que lhe pareceu mais um incentivo, desceu praticamente correndo. Ligou. Funcionou. O ajuntamento na sala se refez.








***





O pai é meu avô - aquele mesmo que me contava mentiras e o outro é meu tio, uma pessoa por quem tenho uma profunda admiração. 





Qual pai desiste facilmente? Que pai não tenta de todas as maneiras consertar o brinquedinho do filho, não importa qual seja, para lhe devolver a alegria?








(agora dá licença, que tá escorrendo uma lagriminha no canto do olho...)







sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Enfim, férias...oh! wait




último dia de aula




O ano foi bom, muito bom! E desacelerar é melhor ainda....se bem que, a quem estou querendo enganar? Desacelerar onde e quando, meodeos? Vamos acelerar de uma maneira bem diferente, sem aquela rotina chata de fazer todo dia tudo sempre igual.









bye bye escola





Teatro, cinema, praia - muita praia, rede, água de coco, tapioca e suco de caju gelado, fazem parte do plano.





As malas já estão prontas. A energia pra acumular um voo longo, acumulada (mentira). Logo menos estarei na casa de mamãe e as crianças curtindo as gentes da gente.





Tem coisa melhor?


Quem vem com a gente?







quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As aventuras de um pequeno cientista


A curiosidade é grande e aliada a uma lupa, ganha proporções grandiosas.





Descobriu e se apegou de tal maneira a uma lupinha bem da fuleiragem vinda num daqueles kinder ovo, desde então não largou mais. Indestiga de um tudo! A própria pele, os dentes da irmã, a grama do jardim, as orquídeas do pai e até o próprio almoço, o que me deixa um tanto ressentida.





Até que, admiradas com o talento do pequeno cientista, as professoras lhe emprestaram uma lupa de verdade, trazida lá do 5° ano - dos meninos grandes! E o foco mudou. 





Só que ficava muito chateado porque eu não deixava que ele trouxesse a lupa da escola pra casa.






Passou a pedir todos os dias para que seu pai lhe trouxesse uma. Depois de alguns dias, cansado do esquecimento do pai, apelou para o papai noel.



E plim! Conseguiu.








Agora, sua grande paixão é caçar insetos para indestigá-los. Consegue aqui mesmo pelo jardim ou traz lá da escola. São pequenos besouros, joaninhas e até tatu-bolinha. Fica amigo deles, lhes dá nome e faz até cerquinha pra que eles não fujam!







Tinha como o papai noel não antecipar esse presente, me diga.


















quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Festividades escolares, quem curte?




Ilustração daqui







Tem gente que adora os eventos escolares: reuniões, entrega de portfólios, festa disso e festa daquilo. Tem gente que não curte, mas vai pensando no filho. Tem gente que não curte e simplesmente não vai a nenhuma delas.





A minha mãe sempre mandava meu pai, que ia lá e fazia bonito com sua kodak na mão, mas eu sentia falta dela. Queria muito que ela estivesse ali e visse o resultado do meu esforço, pelo menos uma vezinha. Queria que ela torcesse descabeladamente por mim quando eu estivesse em quadra. Enfim...pai e mãe fazem falta. 





Pois bem, esse post não é sobre mim.





Minha filha tem uma amiga que desde sempre me chama atenção. Aqueles casos inexplicáveis de empatia, sabe como é? Acho um barato o jeitão dela descolado, é super engraçada, simpática e super independente. Vai e volta da escola sozinha numa bicicleta, por morar perto. Sei muito, muito pouco da sua vida. Não pergunto, porque sei que, em sendo esperta como é, certamente se sentiria constrangida com perguntas inoportunas.





O que sei é que ela não mora com a mãe, é criada pela avó.





Em julho deste ano, no fechamento do primeiro semestre, a professora de música resolveu fazer uma apresentação pra mostrar aos pais como os alunos estavam envolvidos e como estavam evoluindo. Paulinho saiu mais cedo do trabalho e fomos lá prestigiar a Bia.





Havia muitos pais e notei que ela estava inquieta (mais que o de costume) procurando por entre aquelas cabeças orgulhosas um rosto que lhe fosse familiar. Vai que a avó ou o tio ou alguém pudessem ter comparecido, né?





Quando terminou a apresentação, fomos fazer aquele auê básico em cima da filha e dela também, até que ouvimos uma coisa que deixou meu coração doendo: "vcs sempre vem ver a Bia, né? - aqui tentou disfarçar a melancolia, e completou "acho isso tão legal!". Nos deu um sorriso e foi brincar.





Puxa, a mamãe patinha ficou tão triste, mas essa história vai ter um final feliz.





Essa semana, na reunião dos pais, os alunos resolveram encenar uma peça e depois veríamos um vídeo com todas as fotos de todo o semestre. Paulinho saiu mais cedo do trabalho e fomos. Dessa vez, a amiguinha da Bia estava radiante. Não só o pai tinha ido, como também a mãe.





Depois de terminada a apresentação, morrendo de fome, ataquei uns sanduichinhos muito fofos, quando sinto alguém me cutucar, era ela. "E aí? Gostou?" Balancei a cabeça de boca cheia. "Foi minha mãe que fez!!! O orgulho dela dava gosto de ver!!!





Saímos de lá felizes pela felicidade de todos eles.


E é o que eu digo: infância só tem uma e é tão importante pra eles se sentirem acolhidos e encorajados!


Presença é apoio.


E pai e mãe fazem falta.


Podem crer.







terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ela era vida!




Hoje é o aniversário de uma das pessoas que mais amei. Pelo menos, costumava ser. Ao ouvir isso hoje pela manhã, a Bia disse "tá, pode ter sido, mas ela não está mais aqui".



Antes de ir, talvez prevendo o que lhe esperava, ela me disse "aconteça o que acontecer, nunca vou te esquecer".





Percebi a tempo de aquietar o coração, o quanto devo ser grata a vida por todos os momentos que tivemos juntas, da cumplicidade que transcendia, do colo, do cheiro que me acalentava, os conselhos que ouvi, do amor que senti...





Ela era vida. E vida não morre.




Expliquei pra minha filha que minha avó se faz presente, sempre que acolho um filho meu, sempre que enxugo suas lágrimas e os incentivo a seguir adiante, sempre que tem cheiro de bolo no forno, sempre que eu vejo uma flor desabrochar, sempre que resolvo encarar a vida, sempre que levanto meus óculos usando o polegar e o indicador, como ela fazia...





Ficam sempre fragmentos do que fomos, como sementes, espalhadas em quem amamos. 





O que se comemora no dia em que se faz aniversário? Seria errado eu celebrar a memória que reluta em morrer? E que ao contrário, nasce e renasce, cada vez mais forte?





Vovó, esse é mais um post (piegas) sobre (todo meu) amor e saudade. 


Não aquela que faz doer, mas aquela que conforta e faz sorrir.


Vc sempre será o meu norte, aconteça o que acontecer.










segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vamos de rapidinha?








Via





Porque é pressuposto de quem tem vida atribulada saber fazer bom uso de seu tempo, né não? Sim. Desse modo, indiscutível o valor de uma rapidinha. Ou várias, como é o caso agora.





* Com o fim do período letivo para os filhos, começa a série de obrigações escolares: reuniões, festinhas e as inevitáveis despedidas de pessoas que foram importantes e que ficarão guardadas junto com as boas lembranças.





* Também estou às voltas com o fim do meu semestre. Fiquei bem feliz com o resultado, sabia? Jurava que não daria conta e mesmo diante dos problemas, pela primeira vez não pensei em desistir. Faceirinha, consegui até tirar notas máximas, embora tenha ficado pra final em uma disciplina. Fuén. A prova é hoje! Tomara que eu consiga, amém.





* Com essa loucura de prioridades, acabei não tendo tempo pra me dedicar aos amigos reais, moramos em lados opostos da cidade. Isso é ruim. Difícil conciliar agendas, mas essa semana preciso vê-los.





* Época de idas forçadas ao shopping. Quem tem crianças em fase de crescimento e tem de lidar com sazonalidade, sabe que a cada nova estação, um enxoval completo. N. S. do Cartão de Crédito, olhai por nós. Amém.



* E os presentinhos de natal? Sabe aquelas "lembrancinhas" pra dar pra geral? Penso, penso e não decido nada. Ou sejE, vai chegar o dia e eu com cara de bunda. Acho lindo quem faz listinha e vai ticando...só vou me sentir adulta de verdade, no dia em que fizer uso de uma.





* Preciso fazer malas, já que sexta irei pra casa da mamãe curtir aquele bangalô à beira do oceano atlântico. Mil preparativos. A gente já chega ao destino cansada, não? Sim.





Férias, te quiero.


E vcs, já estão de pés pra cima, bebendo aquela água de coco geladinha?










quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Para guardar com carinho




Mergulhei fundo no mundo dos arquivos digitais e fiz uma viagem no tempo. A cada arquivo aberto, as lembranças me inundavam. 





Como o Otto já tem um fotolivro, resolvi presentear a Bia, fazendo um registro dos momentos que julguei serem mais marcantes na vida dela. Poderia ter mandado revelar, mas como presente, a melhor opção sem dúvida, foi o fotolivro. O formato  é prático e visualmente é lindo!





Procurei a minha amiga fotógrafa, Jeanne e pedi que ela editasse mais um pra mim. O resultado ficou incrível e a Bia quando recebeu, ficou surpresa. A medida que foi folheando, as lágrimas foram descendo.








ela já mostrou a todos da escola  <3





Vi como a Bia era pequenininha quando chegamos em Floripa e de como ela se transformou num gigante quando o Otto nasceu, lembrei as viagens que fizemos, das apresentações dela na escola, dos bons momentos que passamos a 3, do comecinho da gravidez do caçula...coisa mais gostosa!























Voltando no tempo, só consegui ver ver felicidade. A mágica da fotografia reside em congelar os bons momentos para propiciar o retorno.


















Se vc quer presentear alguém ou simplesmente guardar os seus melhores momentos de uma forma bacana, a Jeanne Look está presenteando os leitores do BM com 20% de desconto. Ela vai ficar com endereço fixo aqui no blog. Já viram o banner dela na lateral?  Não perca a chance.






Fotolivro plus 20 páginas










* que fique claro: não é publieditorial, só a indicação de um serviço e de uma pessoa da minha confiança. =)



** e já se inscreveram no nosso sorteio? Simples e fácil. Corre que ainda dá tempo.








segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Das Dicotomias Maternas




Grosso modo, a dicotomia é divisão lógica de um conceito em outros dois, geralmente contrários. Se observarmos bem, e para não sairmos do nosso campo de atuação, veremos que a maternidade tem muitas subdivisões. Sempre em polos distintos. Difícil é dar primazia a cada uma delas.







  • Parto - normal x cesárea

  • Aleitamento - exclusivo x fórmulas infantis

  • Alimentação - natureba x industrializada

  • Roupas - marcas caras x produtos licenciados de lojas de departamento

  • Brinquedos - madeira de reflorestamento x eletrônicos fisher pricianos

  • Música - Palavra Cantada x Xuxa SPB infinitos

  • Figura da mãe - tempo integral x trabalha fora

  • Babá - desnecessário x necessário

  • Escola - pedagogia "alternativa" x tradicionais

  • Festas - em casa e crafts x buffet e luxo

  • (...)






A lista das dicotomias seria enorme e para aumentá-la, nem precisaria abusar da minha capacidade de imaginação.





Para alguém de fora do nosso universo, essas subdivisões não mereceriam discussões prolongadas, pois tudo ali é uma questão de escolha. E julgá-las por uma delas é no mínimo uma generalização superficial.



As mães não deveriam ser vistas em partes separadas, abstraídas de sua totalidade. A meu ver, isso não está certo. As mães devem ser vistas na sua unidade - que é o resultado de todas as suas escolhas, aspirações e funções desempenhadas. A efeito de ilustração, é pleonasmo dizer "sou mãe e mulher". Dã. Uma não existe sem a outra. Uma não precisa anular a outra.




Essa semana li um texto da Roberta, no Piscar de Olhos, que entre uma gargalhada e outra me deixou uma reflexão. No texto, ela conta como o seu terapeuta acha a blogosfera opressiva, no modo de dizer totalmente particular que um terapeuta tem de dizer as coisas.





Sabe que eu não sei se concordo com ele?





Criei o blog sob o pretexto de escrever tudo o que se passa pela minha cabecinha pensante e constantemente alucinada para extravasar umas emoções e registrar outras tantas. Tá, mas isso me dá o direito de escrever o que eu quiser?









Bom, não posso e nem quero me abster de fazer meus registros, já que escrevo sobre o meu universo sobre o meu ponto de vista. Nada me impede de bradar para o mundo o orgulho por algumas escolhas que deram certo pra mim, dentro do meu universo; nem de chorar as pitangas pra esse mesmo mundo sobre aquilo em que falhei. O importante é ter em mente que nem sempre as coisas saem como planejamos, seja por força do acaso ou capricho do destino E que demos ter culhões pra assumi-las mesmo assim.





Importante é ter essas questões decididas dentro de si, para não culpar os outros por seu próprio ressentimento. Não se pode arranjar algozes pro que vc ainda não é capaz de aceitar.





Sim, mas tudo isso me dá o direito de escrever o que eu quiser? Sim, dá. Embora, tenhamos todos a obrigação moral de não julgar. Tendo em vista que nossas escolhas dependem de variáveis de ambiente - nível cultural e social.



Muita gente age na defensiva, o que reforça a guerra entre as tribos maternas. E isso se deve a quê? Ao fato de já estar cansada dos dedos em riste ou simplesmente por não terem digerido suas próprias frustrações?



Culpar a mãe cesarista é estar cego pra situação como um todo. Ela é só a ponta do iceberg (odeio quem diz isso). A questão é de saúde pública SIM. Os médicos merecem ser melhor remunerados SIM. Devemos discutir esse assunto exaustivamente SIM. Pelo acolhimento de mães e bebês e pelo respeito às suas escolhas.





Não culpo uma mãe que sai pra trabalhar e deixa seu filho numa creche ou com a babá ou com a avó. Já fui dessas e, no meu caso era por necessidade e acho perfeitamente normal quem o faz por prazer. Acho injusto ver alguém se justificando em casos como esse, como se estivesse fazendo alguma coisa errada.



Não culpo uma mãe que decide ficar em casa pra cuidar dos filhos, estou nessa. E dela, não precisamos exigir justificativas. Sou muito grata à vida por ter vivido os dois lados da moeda. E, uma coisa posso garantir, ninguém está satisfeito. Ouvi críticas nas duas situações, só que agora, para elas, ouvidos moucos. Sou feliz com minhas escolhas.





Não culpo ninguém por não comer orgânicos, enquanto uma bandejinha com quatro tomates custar incríveis 9 reais. Ser consciente, tem um custo. Às vezes, muitas vezes aliás, fazemos as escolhas por aquilo que podemos ter e dentro desse universo, tenho certeza de que ninguém faz o mal deliberadamente. É o que tem pra hoje e fim.





Leu coisas por aí que gostou muito? Beleza.


Leu coisas por aí que te fizeram se sentir ofendida? Releve, trabalhe e pense os seus próprios ressentimentos.





As ideias devem ser repensadas, ampliadas ou refutadas. Simples assim.





Atravessar essa barreira é entrar num campo de discussões inócuas, vazias.


E disso, estamos cansados.













sábado, 26 de novembro de 2011

O que vc faz enquanto seu filho dorme?




Antes de dar incío a postagem, gostaria muito de dar um aviso e lhes fazer um convite. Não sei se repararam no selo Desrespeito e Violência no Parto, aqui ao lado...lembram da Ligia Sena, uma das organizadoras do Bazar Coisa de Mãe? Pois bem, ela deu início ontem, no Dia Internacional da Não Violência Contra Mulheres, o seu projeto de pesquisa de doutorado, que surgiu de sua convicção de que as mulheres precisam ser ouvidas, pois "há muita violência e desrespeito nas instituições de saúde sendo cometidas contra mulheres."





Se vc se sentiu se sentiu desrespeitada e quer contar sua experiência, para que num futuro não muito distante possamos ser respeitadas, clica no selo ao lado e preencha com seu nome e e-mail. Isso fará com que somente a Lígia tenha acesso a vc e possa, numa outra fase da pesquisa te entrevistar. Quanto mais mulheres participar, mais saberemos sobre a qualidade do atendimento que elas têm recebido em seus partos. Ajudem a divulgar.







***





Enquanto meus filhos dormiam e quando dormiam (!) eu aproveitava pra fazer coisas básicas como tomar banho, comer ou ficar sem respirar pra não acordá-los.





Adele Andersen é uma publicitária finlandesa, que aproveita os momentos de sono de sua filha pra criar incríveis cenários dos possíveis sonhos para sua filha Mila. Essa epopeia começou quando ela era bem pequenininha e para registrar as fotos lindas, ela criou o blog Mila´s Daydreams.





É criatividade demais!!!




























































Não sei vcs, mas fiquei a-pai-xo-na-da por essas fotos, por essa ideia!!!

Excelente final de semana.










sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mamãe Tá Ocupada!!! - é balzaca e materna





Ainda no clima festivo, tomei a liberdade de convidar uma pessoa que além de ocupada, pop, Mamatraca, divertida e algumas vezes polêmica, é super generosa! O melhor numa festa é poder receber as pessoas queridas, é ou não é? Casa cheirosa, café fresquinho e um papo pra lá de especial.





Camila, escreve o Mamãe Tá Ocupada!!!, onde descreve suas aventuras como mãe de 3 - Manuela e dos gêmeos Pedro e Joaquim. E hoje está aqui pra falar da junção do seu lado balzaca e do seu lado materna. Cá entre nós, ela conseguiu a façanha de definir a essência do blog. Se vc ainda não entendeu o porquê desse nome, vem com a gente.








Por: Camila Colla




Não posso precisar o diagnóstico, mas se eu negar um cafezinho, com certeza é doença! Portanto, como estou extremamente saudável, aceitei o convite carinhoso da Dani e cá estou, tomando café no Balzaca Materna, com a maior honra do mundo.





Acho até justo, já que sou balzaca e materna. Fui materna antes mesmo de ser balzaca, o que pode ser comum, mas não é regra. Nem toda materna é balzaca, mas vai ser! Portanto, preparem-se! Para a balzaca e para a materna também.





Confesso que o simples fato de me imaginar materna e balzaca (não necessariamente nessa ordem) já me causou calafrios na espinha. Quer dizer, ser materna não é obrigação de ninguém nessa vida, mas balzaca é inevitável.





Eu sempre quis ser materna, mesmo com os tais calafrios na espinha, sonhava com um materna cor-de-rosa, cheio de laços, babados, rendinhas, poás e fru-frus infinitos. Nos sonhos, eu carregava os meus bebês gorduchos, bochechudos, rosadinhos, simpáticos e risonhos, e os exibia com um sorriso babão e besta no rosto. Este, impecável, assim como o meu cabelo, a minha roupa, nada over, apenas impecável. A imagem da mãe orgulhosa que tira um frango assado perfeito, cheiroso, delicioso do forno, o sucesso da família no jantar!













Por outro lado, nunca quis ser balzaca. Para quê ver a gravidade agindo com toda a sua força? Os cabelos mudando de cor?  O metabolismo que desacelera um tantão a cada dia? E um único brigadeiro consumido estacionado eternamente na minha região abdominal? Não, quero, não, obrigada. Pode passar?





Não, não pode. Ser balzaca é condição sine qua non da vida, aprendam a aceitar. Eu antecipei uma crise e sofri horrores pela proximidade irreversível de me tornar balzaca, caminho sem volta, via de mão única. Mas, daí, acalmei, aceitei e tô aí: de pé, firme, forte e feliz.





A verdade é que ser balzaca e materna é uma harmonização perfeita. A materna rejuvenesce a balzaca, pela sua capacidade de criar, imaginar, brincar, fantasiar, rir, gargalhar e aprender a cada instante. A balzaca garante à materna a tranqüilidade, a segurança, a confiança e a maturidade que essa função humana e feminina exige e requer.





A materna não balzaca joga no Google, a balzaca materna ouve atentamente os seus próprios instintos. A comparação é meio literal, até um pouco grosseira – desculpem! - , mas é mais ou menos por aí. É aceitar que os poás ficam mais charmosos e cheios de história com as manchas de suco de uva, que os laços e rendas nunca ficam perfeitamente passados, que frango assado sempre resseca, que cabelo e pele impecáveis só existem na base do photoshop e que a vida sem brigadeiro é muito chata! E... tudo bem!!!





Então, se me permitem, experimentem a materna com uma dose de balzaca, ou a balzaca com uma pitada de materna. Não sei dizer se a ordem dos ingredientes influencia, mas o resultado é gourmet de tão sofisticado!



***



Foi mais um presentão de aniversário bloguístico.

Mais da Camila, no Mamãe Tá Ocupada!!! e no Mamatraca.

Cuidado! Vicia.







domingo, 20 de novembro de 2011

A forma de se relacionar mudou. Pra melhor?












Recebi da Janela Lateral um e-mail com esses dois gifs da série americana How I Met Your Mother, que ilustram a evolução dos bares.





Não causa estranheza ver as pessoas em bares, restaurantes, shoppings e praças conectadas com o "mundo", enquanto poderiam estar interagindo com as pessoas ao seu lado?






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por onde andei enquanto vc me procurava




Nem tenho certeza de que sentiram minha falta por essas bandas...verdade que aconteceu o indizível: fiquei sem tempo, fui obrigada a priorizar coisas. Logo eu, que odeio quem usa falta de tempo como desculpa. Acontece que, não vejo problema nenhum não dar conta de tudo. Sou humana, pô!





Então que batemos nosso recorde de doenças esse ano. Na verdade, fizemos uma competiçãozinha aqui em casa. Quem adoecesse mais e por mais tempo, seria contemplado no final do ano, com férias num bangalô de frente para águas mornas e claras. Um paraíso tropical chamado nordeste. Nada como nos sentir motivados.





Passei uma semana de cama, acometida por uma crise de sinusite daquelas. Otto idem e Bia também. Daí Paulinho, sempre providencial, resolveu tirar folga do trabalho e cuidar dos moribundos. Ah! teve também semana de provas na faculdade. Loopings - eu os adoro!





E essa coisa toda me lembrou uma vez que estive afônica. Por não contar mais com a proteção das amígdalas queridas, porém inúteis, vez ou outra, tenho faringites e, ou laringites que me deixam completamente sem voz. Como boa filha que sou, mandei e-mail pra mamãe com o seguinte teor:





"Oi, mamãe! (nhóim) Tudo bem? Não ligo há dois dias, porque adoeci e estou daquele jeito....(pausa dramática) completamente sem voz. Assim que melhorar, ligo pra gente fofocar conversar, tá? Beijo. Te amo."





Mal apertei enter, o telefone começou a tocar. Levantei-me depressa e hesitante - melhor deixar tocar, já que não consigo falar, mas daí veio uma suspeita. Atendi.





- mmmm


- Filha? Filha????? vc tá bem? fala comigo, fala...


- mmmm





Ai gente! Essas mães...quem explica?




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Da saudade e do acaso oportunista




Sinto saudade.


Da infância, da família, dos amigos, da época de escola, do começo do namoro, de ser recém-casada, dos projetos que crio sem comprometimento algum e da maternidade que ainda não terminei de vivenciar.





Sinto saudade da expectativa da gravidez, da neura por saber o sexo, da guerra familiar com a escolha do nome, com a cantoria de mão-na-barriga-debaixo-do-chuveiro, de cheiro de bebê novinho, do medo que eu sentia por eles...seres tão pequenos, tão frágeis! 





Sinto falta daquela correria louca da maternidade no nível 1, acordando o tempo inteiro, loucamente desesperada por um sossego. Também sinto falta do nível 2, experimentando e aguçando minhas habilidades culinárias, correndo atrás de bebê engatinhante que cai-se-esborracha-o-tempo-todo-no-chão, falta de ser indispensável para mínimas coisas como niná-los...esses seres tão pequenos, tão frágeis! Ainda estou no nível 3 para o filho mais novo, aquela fase de dizer não infinitas vezes, ensinando e reforçando posturas positivas all day long. Como a filha mais velha já ensinou, essa fase também passa rapidinho e dela, já sinto saudade.



Não importa o quanto tenha sido difícil, quando olho pra trás, só consigo enxergar o quanto fui feliz e do quanto a vida tem sido generosa comigo. Esse deve ser o segredo para perpetuação da espécie.





***





Dispensei o manual da maternidade mais uma vez e segui, não o instinto, mas o acaso. E, jurava que esse seria um capítulo longo, pesaroso e trabalhoso como os manuais querem que acreditemos.





Otto esqueceu a chupeta na escola, no dia da festa do pijama. Como já havia passado da hora de lhe retirar esse péssimo hábito, não procurei por ela, nem a substituí. Resolvi encarar mais esse desafio. Um dia inteiro se passou e na hora de dormir, ele chorou pedindo por ela. Fiquei ao lado, consolei, expliquei, deu certo.





Mais um dia se passou e na segunda noite, chorou pedindo por ela. Fiquei ao lado, consolei, expliquei, deu certo.



Acordei algumas vezes durante a noite, pois ele ainda sonhava e pedia por ela. Ficava ali, ao seu lado, constatando que não há crescer sem um pouco de sofrimento. (né, Pri Perlatti?)





Vencemos e agora ele sente orgulho por não ser mais "pequenininho", mas meu coração ficou apertado, pois sabia que havíamos pulado mais uma etapa.



Os tempos de bebê ficaram pra trás e dele, já sinto saudade.



















quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sobre um projeto acolhedor e um convite








O Bazar Coisas de Mãe foi pensado e criado por, Lígia Sena - mãe da Clara e Sheila Martins Medeiros - mãe do Caetano com a proposta de acolher mulheres mães que redirecionaram suas carreiras, depois do nascimento dos filhos, se redescobrindo em novos talentos.



Começou de forma tímida, apesar da força de suas organizadoras. E como toda ideia que é boa, vingou. Hoje, tendo completado 1 ano de muito sucesso e empenho, são mais de 20 expositoras e atividades paralelas que visam informar e integrar famílias já que a motivação não é apenas comercializar produtos. O diferencial do bazar é justamente unir num mesmo ambiente mães que exponham seus trabalhos e palestras e bate-papos relacionados à maternidade.



O ambiente é maravilhoso, os produtos são lindos e de qualidade ímpares. Afinal, são feitos por mãos de mãe. Quem vai uma vez, nunca mais deixa de ir. Lugar de gente bacana, conversas agradáveis, comidinhas gostosas e crianças felizes.



"E se você é uma mãe internética, blogueira, que participa de listas de discussão,usa a internet como ferramenta na busca por ser uma mãe bem informada, compartilha suas dúvidas e angústias com outras mães ou a utiliza para se comunicar com sua família e mantê-la atualizada sobre o desenvolvimento dos filhos e para matar a saudade, venha participar de um bate-papo super bacana sobre A IMPORTÂNCIA DA INTERNET PARA AS MULHERES QUE SE TORNAM MÃES. Será às 16 horas e contará com a participação mais que especial da Daniele Brito, super blogueira do Balzaca Materna. E da Ligia, uma das organizadoras do Bazar e autora do Cientista Que Virou Mãe. Venha participar do bate-papo e compartilhar sua história sobre como a internet te ajuda como mãe."



E quem é de Floripa, não pode perder.

Sábado, 12 de novembro das 13 às 18h, no SESC - Cacupé.

Venham prestigiar o Bazar Coisas de Mãe.





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fim de ano, novo dia




O final do ano nos acena com promessas de mudança e está logo ali, ou melhor aqui, já que enfeitei boa parte da minha casa com adornos natalinos. Vou te contar, eu AMO esse período do ano. Se bem, que não confie em mim, costumo amar todas as datas festivas. 





Há quem não goste de natal, das promessas de ano novo...mas como diria Carlos Drummond de Andrade, quem teve a ideia de cortar o ano em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão pra qualquer ser humano cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e começa tudo outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente vai ser diferente.







we heart it






Nos preparar para o final do ano, é fácil. Vc seria capaz de se preparar para um novo dia? Aprendi errando, que isso é perfeitamente possível. Quando era mãe de bebê, sempre cedia ao cansaço e começava o dia bem desanimada, quando acordava e olhava aquela pia cheia de louça pra serem lavadas, aquelas almofadas bolando pela casa, aquele banheiro esperando um tapa, enfim...



Hoje, antes de dormir, cumpro um ritual, visando meu próprio bem estar. Organizo tudo e me preparo pra um novo dia. Percebi que meu ânimo melhorou e muito fazendo essas coisas que de tão simples, beiram o descrédito. Vida organizada, ambientes ordenados promovem verdadeiros milagres cotidianos. Experimenta.



Esse é o desafio que me proponho diariamente: encarar um dia novo, com forças renovadas.



Enquanto vc pensa no assunto e assume esse compromisso diário, bora preparar a casa pro natal?










quarta-feira, 2 de novembro de 2011

E de louco todo mundo tem um pouco








A mania é para psiquiatria um distúrbio mental, mas não é disso que trataremos a seguir. 





Vamos falar, sim porque vc está convidada a se manifestar no final, da mania no sentido mais comum, mais vulgar. Aquela do cotidiano, que fazemos no automático sem conferir a esses gestos nenhuma importância. Um mal que acomete todos os seres humanos, inclusive a pessoa que vos escreve. Mas vou logo avisando, sou normal.






  •  arrumo a cama pra deitar. Sério não consigo dormir em lugar desgrenhado

  •  tenho o estranho hábito de ficar assistindo a máquina de lavar roupa no estrito cumprimento de seu dever. Sei lá vcs. 

  • não cozinho com louça suja na pia. Primeiro lavo tudo, limpo a bancada e só aí, dou início aos meus trabalhos.  

  • abro a geladeira pra pensar - um clássico  

  • deixo a tv ligada pra me fazer companhia

  • depois de comer preciso lavar o rosto. (?) 

  •  tenho mania de usar álcool em tudo, dá uma sensação de poder genuína. Dani 1 x 0 micróbios

  • de achar que rótulo de xampu tem a mesma precisão de bula de remédio. Sim, leio rótulos tomando banho   

  • de arrumar as coisas com requinte de TOC - fotos em ordem cronológica é um exemplo. essas coisas que só pessoas normais são capazes de fazer.

  • sempre que alguém liga pra mim com intuito de conversar, corro pra pegar um pano e enquanto converso tiro o pó dos móveis. Praticidade is my middle name.

  • e a mais estranha: tornar minhas esquisitices pública.









Já cantava Nelson Rodrigues, "mania é coisa que a gente tem mas não sabe porque..."





Agora é a hora da revelação: conte-me uma mania, uma esquisitice. 


Juro guardar segredo.
















segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Brechó é a nova butique?





daqui

Quando estava grávida do Otto, recém chegada à cidade, procurei economizar ao máximo, cortando da lista de enxoval tudo o que uma mãe de dois já considera, pela experiência, supérfluo. E, naquela época, 2008, o brechó estava em seu auge.





Desmanche aquela ideia pré-concebida de brechós empoeirados, com roupas sujas e amontoadas. Estou falando daquele brechó bonito, elegante, com roupas previamente selecionadas, limpas e muito bem dispostas...com a maior cara de butique!



Ali era o destino de muitas peças fruto do exagero consumista, visto que muitas estavam à venda com etiquetas da loja de origem. Quem não se encantaria com a possibilidade de reutilizar lindas roupas, com preços super acessíveis? Ainda mais se tratando de roupinhas de bebê, que tem a inacreditável vida útil de 1 a 2 meses! {eles crescem rápido!!!}



Confesso que compus boa parte do guarda-roupa do baby Otto em lugares assim, mas depois de seu nascimento, observei que estava havendo um movimento contrário ao inicialmente proposto. O mercado não visava mais a reutilização. Já não se podia mais chamar aquilo de brechó, havia se transformado de fato, em uma butique.



O foco eram roupas de grifes internacionais adquiridas especialmente para serem comercializadas, com preços bem salgados. As peças nacionais, já não tinham mais a qualidade de outrora. Roupinhas feiosas, meio tronchas, com preços equivalentes aos da loja perderam seu lugar de destaque junto aos cabides padronizados.



ILÓGICO. INCOERENTE.



Sinceramente, não sei a quantas anda esse mercado "alternativo", mas criei antipatia, muito embora continue a favor do escambo materno e da reutilização. O que vejo muito, pela internet afora, são butiques disfarçadas de brechó. E um dia, conversando com a dona do brechó que costumava frequentar, ela me contou, amargurada, que o comércio entrou em declínio depois da tragédia que houve em Blumenau (2008), pois muitas de suas fornecedoras, preferiram doar as peças que lhe eram dadas em consignação.



Sabe que nunca consegui vender nada que foi dos meus filhos? Não gosto, não me sinto à vontade. Tenho um acordo com a vida: o que ela dá a mim, eu dou de volta a alguém. Agindo assim, faço a roda da vida girar.



E depois dessa conversa, permita-me suscitar algumas dúvidas: até que ponto a sustentabilidade vale a pena? Ou será que a maquiam, criando um mercado onde o único objetivo é consumir, tendo em vista que há sempre novos produtos eco-friendly sendo lançados, quando deveríamos frear o consumo? A doação e o desapego estão em que nível de importância na vida das pessoas? Não seria mais sustentável um mundo mais humano?







* esse post surgiu de tweets trocados com @lubrasil tempos atrás.