quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Para guardar com carinho




Mergulhei fundo no mundo dos arquivos digitais e fiz uma viagem no tempo. A cada arquivo aberto, as lembranças me inundavam. 





Como o Otto já tem um fotolivro, resolvi presentear a Bia, fazendo um registro dos momentos que julguei serem mais marcantes na vida dela. Poderia ter mandado revelar, mas como presente, a melhor opção sem dúvida, foi o fotolivro. O formato  é prático e visualmente é lindo!





Procurei a minha amiga fotógrafa, Jeanne e pedi que ela editasse mais um pra mim. O resultado ficou incrível e a Bia quando recebeu, ficou surpresa. A medida que foi folheando, as lágrimas foram descendo.








ela já mostrou a todos da escola  <3





Vi como a Bia era pequenininha quando chegamos em Floripa e de como ela se transformou num gigante quando o Otto nasceu, lembrei as viagens que fizemos, das apresentações dela na escola, dos bons momentos que passamos a 3, do comecinho da gravidez do caçula...coisa mais gostosa!























Voltando no tempo, só consegui ver ver felicidade. A mágica da fotografia reside em congelar os bons momentos para propiciar o retorno.


















Se vc quer presentear alguém ou simplesmente guardar os seus melhores momentos de uma forma bacana, a Jeanne Look está presenteando os leitores do BM com 20% de desconto. Ela vai ficar com endereço fixo aqui no blog. Já viram o banner dela na lateral?  Não perca a chance.






Fotolivro plus 20 páginas










* que fique claro: não é publieditorial, só a indicação de um serviço e de uma pessoa da minha confiança. =)



** e já se inscreveram no nosso sorteio? Simples e fácil. Corre que ainda dá tempo.








segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Das Dicotomias Maternas




Grosso modo, a dicotomia é divisão lógica de um conceito em outros dois, geralmente contrários. Se observarmos bem, e para não sairmos do nosso campo de atuação, veremos que a maternidade tem muitas subdivisões. Sempre em polos distintos. Difícil é dar primazia a cada uma delas.







  • Parto - normal x cesárea

  • Aleitamento - exclusivo x fórmulas infantis

  • Alimentação - natureba x industrializada

  • Roupas - marcas caras x produtos licenciados de lojas de departamento

  • Brinquedos - madeira de reflorestamento x eletrônicos fisher pricianos

  • Música - Palavra Cantada x Xuxa SPB infinitos

  • Figura da mãe - tempo integral x trabalha fora

  • Babá - desnecessário x necessário

  • Escola - pedagogia "alternativa" x tradicionais

  • Festas - em casa e crafts x buffet e luxo

  • (...)






A lista das dicotomias seria enorme e para aumentá-la, nem precisaria abusar da minha capacidade de imaginação.





Para alguém de fora do nosso universo, essas subdivisões não mereceriam discussões prolongadas, pois tudo ali é uma questão de escolha. E julgá-las por uma delas é no mínimo uma generalização superficial.



As mães não deveriam ser vistas em partes separadas, abstraídas de sua totalidade. A meu ver, isso não está certo. As mães devem ser vistas na sua unidade - que é o resultado de todas as suas escolhas, aspirações e funções desempenhadas. A efeito de ilustração, é pleonasmo dizer "sou mãe e mulher". Dã. Uma não existe sem a outra. Uma não precisa anular a outra.




Essa semana li um texto da Roberta, no Piscar de Olhos, que entre uma gargalhada e outra me deixou uma reflexão. No texto, ela conta como o seu terapeuta acha a blogosfera opressiva, no modo de dizer totalmente particular que um terapeuta tem de dizer as coisas.





Sabe que eu não sei se concordo com ele?





Criei o blog sob o pretexto de escrever tudo o que se passa pela minha cabecinha pensante e constantemente alucinada para extravasar umas emoções e registrar outras tantas. Tá, mas isso me dá o direito de escrever o que eu quiser?









Bom, não posso e nem quero me abster de fazer meus registros, já que escrevo sobre o meu universo sobre o meu ponto de vista. Nada me impede de bradar para o mundo o orgulho por algumas escolhas que deram certo pra mim, dentro do meu universo; nem de chorar as pitangas pra esse mesmo mundo sobre aquilo em que falhei. O importante é ter em mente que nem sempre as coisas saem como planejamos, seja por força do acaso ou capricho do destino E que demos ter culhões pra assumi-las mesmo assim.





Importante é ter essas questões decididas dentro de si, para não culpar os outros por seu próprio ressentimento. Não se pode arranjar algozes pro que vc ainda não é capaz de aceitar.





Sim, mas tudo isso me dá o direito de escrever o que eu quiser? Sim, dá. Embora, tenhamos todos a obrigação moral de não julgar. Tendo em vista que nossas escolhas dependem de variáveis de ambiente - nível cultural e social.



Muita gente age na defensiva, o que reforça a guerra entre as tribos maternas. E isso se deve a quê? Ao fato de já estar cansada dos dedos em riste ou simplesmente por não terem digerido suas próprias frustrações?



Culpar a mãe cesarista é estar cego pra situação como um todo. Ela é só a ponta do iceberg (odeio quem diz isso). A questão é de saúde pública SIM. Os médicos merecem ser melhor remunerados SIM. Devemos discutir esse assunto exaustivamente SIM. Pelo acolhimento de mães e bebês e pelo respeito às suas escolhas.





Não culpo uma mãe que sai pra trabalhar e deixa seu filho numa creche ou com a babá ou com a avó. Já fui dessas e, no meu caso era por necessidade e acho perfeitamente normal quem o faz por prazer. Acho injusto ver alguém se justificando em casos como esse, como se estivesse fazendo alguma coisa errada.



Não culpo uma mãe que decide ficar em casa pra cuidar dos filhos, estou nessa. E dela, não precisamos exigir justificativas. Sou muito grata à vida por ter vivido os dois lados da moeda. E, uma coisa posso garantir, ninguém está satisfeito. Ouvi críticas nas duas situações, só que agora, para elas, ouvidos moucos. Sou feliz com minhas escolhas.





Não culpo ninguém por não comer orgânicos, enquanto uma bandejinha com quatro tomates custar incríveis 9 reais. Ser consciente, tem um custo. Às vezes, muitas vezes aliás, fazemos as escolhas por aquilo que podemos ter e dentro desse universo, tenho certeza de que ninguém faz o mal deliberadamente. É o que tem pra hoje e fim.





Leu coisas por aí que gostou muito? Beleza.


Leu coisas por aí que te fizeram se sentir ofendida? Releve, trabalhe e pense os seus próprios ressentimentos.





As ideias devem ser repensadas, ampliadas ou refutadas. Simples assim.





Atravessar essa barreira é entrar num campo de discussões inócuas, vazias.


E disso, estamos cansados.













sábado, 26 de novembro de 2011

O que vc faz enquanto seu filho dorme?




Antes de dar incío a postagem, gostaria muito de dar um aviso e lhes fazer um convite. Não sei se repararam no selo Desrespeito e Violência no Parto, aqui ao lado...lembram da Ligia Sena, uma das organizadoras do Bazar Coisa de Mãe? Pois bem, ela deu início ontem, no Dia Internacional da Não Violência Contra Mulheres, o seu projeto de pesquisa de doutorado, que surgiu de sua convicção de que as mulheres precisam ser ouvidas, pois "há muita violência e desrespeito nas instituições de saúde sendo cometidas contra mulheres."





Se vc se sentiu se sentiu desrespeitada e quer contar sua experiência, para que num futuro não muito distante possamos ser respeitadas, clica no selo ao lado e preencha com seu nome e e-mail. Isso fará com que somente a Lígia tenha acesso a vc e possa, numa outra fase da pesquisa te entrevistar. Quanto mais mulheres participar, mais saberemos sobre a qualidade do atendimento que elas têm recebido em seus partos. Ajudem a divulgar.







***





Enquanto meus filhos dormiam e quando dormiam (!) eu aproveitava pra fazer coisas básicas como tomar banho, comer ou ficar sem respirar pra não acordá-los.





Adele Andersen é uma publicitária finlandesa, que aproveita os momentos de sono de sua filha pra criar incríveis cenários dos possíveis sonhos para sua filha Mila. Essa epopeia começou quando ela era bem pequenininha e para registrar as fotos lindas, ela criou o blog Mila´s Daydreams.





É criatividade demais!!!




























































Não sei vcs, mas fiquei a-pai-xo-na-da por essas fotos, por essa ideia!!!

Excelente final de semana.










sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mamãe Tá Ocupada!!! - é balzaca e materna





Ainda no clima festivo, tomei a liberdade de convidar uma pessoa que além de ocupada, pop, Mamatraca, divertida e algumas vezes polêmica, é super generosa! O melhor numa festa é poder receber as pessoas queridas, é ou não é? Casa cheirosa, café fresquinho e um papo pra lá de especial.





Camila, escreve o Mamãe Tá Ocupada!!!, onde descreve suas aventuras como mãe de 3 - Manuela e dos gêmeos Pedro e Joaquim. E hoje está aqui pra falar da junção do seu lado balzaca e do seu lado materna. Cá entre nós, ela conseguiu a façanha de definir a essência do blog. Se vc ainda não entendeu o porquê desse nome, vem com a gente.








Por: Camila Colla




Não posso precisar o diagnóstico, mas se eu negar um cafezinho, com certeza é doença! Portanto, como estou extremamente saudável, aceitei o convite carinhoso da Dani e cá estou, tomando café no Balzaca Materna, com a maior honra do mundo.





Acho até justo, já que sou balzaca e materna. Fui materna antes mesmo de ser balzaca, o que pode ser comum, mas não é regra. Nem toda materna é balzaca, mas vai ser! Portanto, preparem-se! Para a balzaca e para a materna também.





Confesso que o simples fato de me imaginar materna e balzaca (não necessariamente nessa ordem) já me causou calafrios na espinha. Quer dizer, ser materna não é obrigação de ninguém nessa vida, mas balzaca é inevitável.





Eu sempre quis ser materna, mesmo com os tais calafrios na espinha, sonhava com um materna cor-de-rosa, cheio de laços, babados, rendinhas, poás e fru-frus infinitos. Nos sonhos, eu carregava os meus bebês gorduchos, bochechudos, rosadinhos, simpáticos e risonhos, e os exibia com um sorriso babão e besta no rosto. Este, impecável, assim como o meu cabelo, a minha roupa, nada over, apenas impecável. A imagem da mãe orgulhosa que tira um frango assado perfeito, cheiroso, delicioso do forno, o sucesso da família no jantar!













Por outro lado, nunca quis ser balzaca. Para quê ver a gravidade agindo com toda a sua força? Os cabelos mudando de cor?  O metabolismo que desacelera um tantão a cada dia? E um único brigadeiro consumido estacionado eternamente na minha região abdominal? Não, quero, não, obrigada. Pode passar?





Não, não pode. Ser balzaca é condição sine qua non da vida, aprendam a aceitar. Eu antecipei uma crise e sofri horrores pela proximidade irreversível de me tornar balzaca, caminho sem volta, via de mão única. Mas, daí, acalmei, aceitei e tô aí: de pé, firme, forte e feliz.





A verdade é que ser balzaca e materna é uma harmonização perfeita. A materna rejuvenesce a balzaca, pela sua capacidade de criar, imaginar, brincar, fantasiar, rir, gargalhar e aprender a cada instante. A balzaca garante à materna a tranqüilidade, a segurança, a confiança e a maturidade que essa função humana e feminina exige e requer.





A materna não balzaca joga no Google, a balzaca materna ouve atentamente os seus próprios instintos. A comparação é meio literal, até um pouco grosseira – desculpem! - , mas é mais ou menos por aí. É aceitar que os poás ficam mais charmosos e cheios de história com as manchas de suco de uva, que os laços e rendas nunca ficam perfeitamente passados, que frango assado sempre resseca, que cabelo e pele impecáveis só existem na base do photoshop e que a vida sem brigadeiro é muito chata! E... tudo bem!!!





Então, se me permitem, experimentem a materna com uma dose de balzaca, ou a balzaca com uma pitada de materna. Não sei dizer se a ordem dos ingredientes influencia, mas o resultado é gourmet de tão sofisticado!



***



Foi mais um presentão de aniversário bloguístico.

Mais da Camila, no Mamãe Tá Ocupada!!! e no Mamatraca.

Cuidado! Vicia.







domingo, 20 de novembro de 2011

A forma de se relacionar mudou. Pra melhor?












Recebi da Janela Lateral um e-mail com esses dois gifs da série americana How I Met Your Mother, que ilustram a evolução dos bares.





Não causa estranheza ver as pessoas em bares, restaurantes, shoppings e praças conectadas com o "mundo", enquanto poderiam estar interagindo com as pessoas ao seu lado?






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por onde andei enquanto vc me procurava




Nem tenho certeza de que sentiram minha falta por essas bandas...verdade que aconteceu o indizível: fiquei sem tempo, fui obrigada a priorizar coisas. Logo eu, que odeio quem usa falta de tempo como desculpa. Acontece que, não vejo problema nenhum não dar conta de tudo. Sou humana, pô!





Então que batemos nosso recorde de doenças esse ano. Na verdade, fizemos uma competiçãozinha aqui em casa. Quem adoecesse mais e por mais tempo, seria contemplado no final do ano, com férias num bangalô de frente para águas mornas e claras. Um paraíso tropical chamado nordeste. Nada como nos sentir motivados.





Passei uma semana de cama, acometida por uma crise de sinusite daquelas. Otto idem e Bia também. Daí Paulinho, sempre providencial, resolveu tirar folga do trabalho e cuidar dos moribundos. Ah! teve também semana de provas na faculdade. Loopings - eu os adoro!





E essa coisa toda me lembrou uma vez que estive afônica. Por não contar mais com a proteção das amígdalas queridas, porém inúteis, vez ou outra, tenho faringites e, ou laringites que me deixam completamente sem voz. Como boa filha que sou, mandei e-mail pra mamãe com o seguinte teor:





"Oi, mamãe! (nhóim) Tudo bem? Não ligo há dois dias, porque adoeci e estou daquele jeito....(pausa dramática) completamente sem voz. Assim que melhorar, ligo pra gente fofocar conversar, tá? Beijo. Te amo."





Mal apertei enter, o telefone começou a tocar. Levantei-me depressa e hesitante - melhor deixar tocar, já que não consigo falar, mas daí veio uma suspeita. Atendi.





- mmmm


- Filha? Filha????? vc tá bem? fala comigo, fala...


- mmmm





Ai gente! Essas mães...quem explica?




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Da saudade e do acaso oportunista




Sinto saudade.


Da infância, da família, dos amigos, da época de escola, do começo do namoro, de ser recém-casada, dos projetos que crio sem comprometimento algum e da maternidade que ainda não terminei de vivenciar.





Sinto saudade da expectativa da gravidez, da neura por saber o sexo, da guerra familiar com a escolha do nome, com a cantoria de mão-na-barriga-debaixo-do-chuveiro, de cheiro de bebê novinho, do medo que eu sentia por eles...seres tão pequenos, tão frágeis! 





Sinto falta daquela correria louca da maternidade no nível 1, acordando o tempo inteiro, loucamente desesperada por um sossego. Também sinto falta do nível 2, experimentando e aguçando minhas habilidades culinárias, correndo atrás de bebê engatinhante que cai-se-esborracha-o-tempo-todo-no-chão, falta de ser indispensável para mínimas coisas como niná-los...esses seres tão pequenos, tão frágeis! Ainda estou no nível 3 para o filho mais novo, aquela fase de dizer não infinitas vezes, ensinando e reforçando posturas positivas all day long. Como a filha mais velha já ensinou, essa fase também passa rapidinho e dela, já sinto saudade.



Não importa o quanto tenha sido difícil, quando olho pra trás, só consigo enxergar o quanto fui feliz e do quanto a vida tem sido generosa comigo. Esse deve ser o segredo para perpetuação da espécie.





***





Dispensei o manual da maternidade mais uma vez e segui, não o instinto, mas o acaso. E, jurava que esse seria um capítulo longo, pesaroso e trabalhoso como os manuais querem que acreditemos.





Otto esqueceu a chupeta na escola, no dia da festa do pijama. Como já havia passado da hora de lhe retirar esse péssimo hábito, não procurei por ela, nem a substituí. Resolvi encarar mais esse desafio. Um dia inteiro se passou e na hora de dormir, ele chorou pedindo por ela. Fiquei ao lado, consolei, expliquei, deu certo.





Mais um dia se passou e na segunda noite, chorou pedindo por ela. Fiquei ao lado, consolei, expliquei, deu certo.



Acordei algumas vezes durante a noite, pois ele ainda sonhava e pedia por ela. Ficava ali, ao seu lado, constatando que não há crescer sem um pouco de sofrimento. (né, Pri Perlatti?)





Vencemos e agora ele sente orgulho por não ser mais "pequenininho", mas meu coração ficou apertado, pois sabia que havíamos pulado mais uma etapa.



Os tempos de bebê ficaram pra trás e dele, já sinto saudade.



















quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sobre um projeto acolhedor e um convite








O Bazar Coisas de Mãe foi pensado e criado por, Lígia Sena - mãe da Clara e Sheila Martins Medeiros - mãe do Caetano com a proposta de acolher mulheres mães que redirecionaram suas carreiras, depois do nascimento dos filhos, se redescobrindo em novos talentos.



Começou de forma tímida, apesar da força de suas organizadoras. E como toda ideia que é boa, vingou. Hoje, tendo completado 1 ano de muito sucesso e empenho, são mais de 20 expositoras e atividades paralelas que visam informar e integrar famílias já que a motivação não é apenas comercializar produtos. O diferencial do bazar é justamente unir num mesmo ambiente mães que exponham seus trabalhos e palestras e bate-papos relacionados à maternidade.



O ambiente é maravilhoso, os produtos são lindos e de qualidade ímpares. Afinal, são feitos por mãos de mãe. Quem vai uma vez, nunca mais deixa de ir. Lugar de gente bacana, conversas agradáveis, comidinhas gostosas e crianças felizes.



"E se você é uma mãe internética, blogueira, que participa de listas de discussão,usa a internet como ferramenta na busca por ser uma mãe bem informada, compartilha suas dúvidas e angústias com outras mães ou a utiliza para se comunicar com sua família e mantê-la atualizada sobre o desenvolvimento dos filhos e para matar a saudade, venha participar de um bate-papo super bacana sobre A IMPORTÂNCIA DA INTERNET PARA AS MULHERES QUE SE TORNAM MÃES. Será às 16 horas e contará com a participação mais que especial da Daniele Brito, super blogueira do Balzaca Materna. E da Ligia, uma das organizadoras do Bazar e autora do Cientista Que Virou Mãe. Venha participar do bate-papo e compartilhar sua história sobre como a internet te ajuda como mãe."



E quem é de Floripa, não pode perder.

Sábado, 12 de novembro das 13 às 18h, no SESC - Cacupé.

Venham prestigiar o Bazar Coisas de Mãe.





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fim de ano, novo dia




O final do ano nos acena com promessas de mudança e está logo ali, ou melhor aqui, já que enfeitei boa parte da minha casa com adornos natalinos. Vou te contar, eu AMO esse período do ano. Se bem, que não confie em mim, costumo amar todas as datas festivas. 





Há quem não goste de natal, das promessas de ano novo...mas como diria Carlos Drummond de Andrade, quem teve a ideia de cortar o ano em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão pra qualquer ser humano cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e começa tudo outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente vai ser diferente.







we heart it






Nos preparar para o final do ano, é fácil. Vc seria capaz de se preparar para um novo dia? Aprendi errando, que isso é perfeitamente possível. Quando era mãe de bebê, sempre cedia ao cansaço e começava o dia bem desanimada, quando acordava e olhava aquela pia cheia de louça pra serem lavadas, aquelas almofadas bolando pela casa, aquele banheiro esperando um tapa, enfim...



Hoje, antes de dormir, cumpro um ritual, visando meu próprio bem estar. Organizo tudo e me preparo pra um novo dia. Percebi que meu ânimo melhorou e muito fazendo essas coisas que de tão simples, beiram o descrédito. Vida organizada, ambientes ordenados promovem verdadeiros milagres cotidianos. Experimenta.



Esse é o desafio que me proponho diariamente: encarar um dia novo, com forças renovadas.



Enquanto vc pensa no assunto e assume esse compromisso diário, bora preparar a casa pro natal?










quarta-feira, 2 de novembro de 2011

E de louco todo mundo tem um pouco








A mania é para psiquiatria um distúrbio mental, mas não é disso que trataremos a seguir. 





Vamos falar, sim porque vc está convidada a se manifestar no final, da mania no sentido mais comum, mais vulgar. Aquela do cotidiano, que fazemos no automático sem conferir a esses gestos nenhuma importância. Um mal que acomete todos os seres humanos, inclusive a pessoa que vos escreve. Mas vou logo avisando, sou normal.






  •  arrumo a cama pra deitar. Sério não consigo dormir em lugar desgrenhado

  •  tenho o estranho hábito de ficar assistindo a máquina de lavar roupa no estrito cumprimento de seu dever. Sei lá vcs. 

  • não cozinho com louça suja na pia. Primeiro lavo tudo, limpo a bancada e só aí, dou início aos meus trabalhos.  

  • abro a geladeira pra pensar - um clássico  

  • deixo a tv ligada pra me fazer companhia

  • depois de comer preciso lavar o rosto. (?) 

  •  tenho mania de usar álcool em tudo, dá uma sensação de poder genuína. Dani 1 x 0 micróbios

  • de achar que rótulo de xampu tem a mesma precisão de bula de remédio. Sim, leio rótulos tomando banho   

  • de arrumar as coisas com requinte de TOC - fotos em ordem cronológica é um exemplo. essas coisas que só pessoas normais são capazes de fazer.

  • sempre que alguém liga pra mim com intuito de conversar, corro pra pegar um pano e enquanto converso tiro o pó dos móveis. Praticidade is my middle name.

  • e a mais estranha: tornar minhas esquisitices pública.









Já cantava Nelson Rodrigues, "mania é coisa que a gente tem mas não sabe porque..."





Agora é a hora da revelação: conte-me uma mania, uma esquisitice. 


Juro guardar segredo.