segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Brechó é a nova butique?





daqui

Quando estava grávida do Otto, recém chegada à cidade, procurei economizar ao máximo, cortando da lista de enxoval tudo o que uma mãe de dois já considera, pela experiência, supérfluo. E, naquela época, 2008, o brechó estava em seu auge.





Desmanche aquela ideia pré-concebida de brechós empoeirados, com roupas sujas e amontoadas. Estou falando daquele brechó bonito, elegante, com roupas previamente selecionadas, limpas e muito bem dispostas...com a maior cara de butique!



Ali era o destino de muitas peças fruto do exagero consumista, visto que muitas estavam à venda com etiquetas da loja de origem. Quem não se encantaria com a possibilidade de reutilizar lindas roupas, com preços super acessíveis? Ainda mais se tratando de roupinhas de bebê, que tem a inacreditável vida útil de 1 a 2 meses! {eles crescem rápido!!!}



Confesso que compus boa parte do guarda-roupa do baby Otto em lugares assim, mas depois de seu nascimento, observei que estava havendo um movimento contrário ao inicialmente proposto. O mercado não visava mais a reutilização. Já não se podia mais chamar aquilo de brechó, havia se transformado de fato, em uma butique.



O foco eram roupas de grifes internacionais adquiridas especialmente para serem comercializadas, com preços bem salgados. As peças nacionais, já não tinham mais a qualidade de outrora. Roupinhas feiosas, meio tronchas, com preços equivalentes aos da loja perderam seu lugar de destaque junto aos cabides padronizados.



ILÓGICO. INCOERENTE.



Sinceramente, não sei a quantas anda esse mercado "alternativo", mas criei antipatia, muito embora continue a favor do escambo materno e da reutilização. O que vejo muito, pela internet afora, são butiques disfarçadas de brechó. E um dia, conversando com a dona do brechó que costumava frequentar, ela me contou, amargurada, que o comércio entrou em declínio depois da tragédia que houve em Blumenau (2008), pois muitas de suas fornecedoras, preferiram doar as peças que lhe eram dadas em consignação.



Sabe que nunca consegui vender nada que foi dos meus filhos? Não gosto, não me sinto à vontade. Tenho um acordo com a vida: o que ela dá a mim, eu dou de volta a alguém. Agindo assim, faço a roda da vida girar.



E depois dessa conversa, permita-me suscitar algumas dúvidas: até que ponto a sustentabilidade vale a pena? Ou será que a maquiam, criando um mercado onde o único objetivo é consumir, tendo em vista que há sempre novos produtos eco-friendly sendo lançados, quando deveríamos frear o consumo? A doação e o desapego estão em que nível de importância na vida das pessoas? Não seria mais sustentável um mundo mais humano?







* esse post surgiu de tweets trocados com @lubrasil tempos atrás.








sábado, 29 de outubro de 2011

O que faltava na sua lista de enxoval


Não sei vcs, mas quando o Otto começou a engatinhar, a minha paz acabou. Vivia com o coração aos pulos, estava sempre sobressaltada, esperando o próximo tombo! Ele não se contentava em se arrastar pelo chão, ele queria subir nas cadeiras, nas camas, puxava coisas que acabavam caindo sobre sua cabeça....isso soa familiar?





A testa dele durante uns dois meses ou mais era degradê em tons de verde e roxo. Brincava dizendo que estava pra comprar um capacete que o protegesse das quedas e que me devolvesse um pouco de tranquilidade. E não é que o dito capacete existe?







à venda aqui



No caso, a tranquilidade tem preço e custa 199 dinheiros.

Lembram da lista de enxoval que a Dani Policarpo publicou aqui?

Este é mais uma tranqueira ou um item indispensável?

Vcs usariam?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Vou ensinar, acabo aprendendo


Todos nós temos características próprias, que nos definem e que delimitam a forma como os outros nos tratam. Ter dois filhos é um lindo exercício, não só de reconhecimento, mas de compreensão, de generosidade. Eles foram feitos da mesma forma, criados basicamente da mesma maneira, mas como são diferentes!!!





Otto sempre me surpreende muito com suas reações. Como todo menino, tem muita energia e passa o dia pulando e se pendurando pelos cantos da casa. Some a essa vocação aranha, um pouco de teimosia e impulsividade. O resultado é uma mãe que se descabela e passa o dia chamando sua atenção e, ou berrando advertências.





Acontece que o moleque não liga muito, usa a melhor forma de me desarmar: o sorriso. Diante de uma bronca, ele não amofina, safadamente abre um daqueles sorriso mega de orelha a orelha. É fofo, mas não posso cair sempre nessa cilada. Condescendência tem limite.





Cansada de chamar atenção, o puxei pra perto de mim e olhei bem dentro do olho dele. Passei o sermão da montanha e ele me olhava atento, mas com um pezinho já anunciando uma retirada estratégica. Dei um suspiro e continuei sentada, tentando recuperar o fôlego, quando ele se vira pra mim, segura meu rosto, imitando meus gestos e diz: "mamãe, vc tá muito chateada comigo? Eu paro de me pendular na escada, mas volta a ficar feliz comigo, pufavô. Ri pra mim, mãe? Ria." Ganhou um sorriso e eu ganhei um beijo.





E esse parece ser o seu único freio.


Mais uma vez ele me venceu....embora eu torça, lá no fundinho, pra que ele sempre continue assim e que nada nem ninguém tire sua espontaneidade ou afaste sua felicidade.

















quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Encontros com Viciados em Colo


Adoro receber pessoas em casa, embora fique com friozinho na barriga de tanta expectativa! Há tempos queria trazer Mari aqui pra bater um papinho enquanto preparava o café. E não é que ela chegou em dia de festa? Hoje o blog comemora 1 ano!!!





Sim, é ela quem escreve o Viciados em Colo - nome que primeiramente me intrigou, já que sou eu própria viciada em colo e meus filhos por conseguinte, também o são! Lá Mari compartilha suas ideias, seus dilemas, tece suas teorias e nos convida a pensar. Sempre de forma instigante. É daquelas pessoas que sabe do que está falando, sabe como é? 





E a mãe da Alice e do Arthur, está aqui para falar sobre encontros.







Encontros - por Mariana Sá








Foi com muita alegria que recebi o convite de Dani, para escrever pro “Balzaca Materna”. Primeiro porque sou balzaca e segundo porque sou materna. Resolvi escrever sobre “encontros” , não sei bem porquê.





Bem no início da minha segunda licença maternidade, encontrei na blogosfera materna a minha sanidade. Eu estava muito sozinha, postando meus dilemas em outro blog, quando percebi que mais mulheres compartilhavam seus dilemas e histórias na internet. Decidi criar outro espaço para postar apenas as coisas dos filhos, com um nome apropriado e uma cara bonitinha.





Quando recebi as primeiras visitas, os primeiros comentários, quando apareceu o primeiro seguidor que não era alguém “conhecido”, percebi que existia uma forte interação e uma rede de proteção muito eficiente. O blog passou a ser uma das minhas principais prioridades. Ler, comentar, no início com vergonha, pedindo licença e me desculpando pelos pitacos, depois com mais desenvoltura. Encontrei pessoa: parecidas, diferentes, interessantes, chatas, engraçadas. Muita gente boa, neste mundinho dos bytes!





Nem tinha um ano de blog quando participei do primeiro encontro com mulheres que conhecia apenas por meio de uma tela e um teclado. A partir de então encontrei muita gente no mundo dos átomos. Encontros com pessoas que nunca tinha “visto” antes, mas que eram 100% familiares, cujas histórias, ideais e pensamentos eu conhecia bem. Uma sensação parecida com a que sentimos quando encontramos amigas de infância: saber das novidades, daquelas que não podemos falar via virtual.





Ocorre o inverso também: conhecer uma pessoa no “mundo dos átomos” e saber que tem um blog. É chegar em casa e correr para conhecer mais aquela com quem trocamos apenas algumas palavras: as histórias, os ideais e os pensamentos, a internet pode aproximar as pessoas.





Agora vivo na expectativa encontrar mais gente. Quando penso em viajar, penso nas mães blogueiras que terei a oportunidade de encontrar, de conhecer, de reconhecer. Já tenho plano para o verão! As passagens estão compradas! Não vejo a hora de entrar no avião e desembarcar na bonita Florianópolis no verão e ter a oportunidade de trocar palavras sonoras com esta minha anfitriã, de conhecer as suas crianças e ouvir sua voz real, sem a mediação de uma tela e de caixas de som.





Há quase dois anos, encontro pessoas que me transformam.






***



Pode ter certeza de que vc também transforma muita gente! E nosso encontro está mais do que marcado. E para encontrar a Mari, já sabe, só correr lá no Viciados em Colo.



Com vcs também é assim? Já conheceram pessoas que só conheciam pela internet?

Conta aí.









segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Adoro viajar - Minha mãe que disse!



Nada melhor que começar a semana com um passeio na pracinha mais badalada da blogosfera!



Hoje estou lá no Minha Mãe que Disse! no especial Minha Mãe Adora Viajar.



Ah! ainda levei meu álbum de fotos pra mostrar pras amigas.



Traz o protetor e vem passear comigo? É por AQUI.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Menos eu







Sinto estar sempre atrasada. Não consigo acompanhar a velocidade das mudanças. Talvez por me negar a entrar nas ondinhas da moda, sempre tão fugazes.





Sabe aquela história do "menos eu"? Fui a última a saber quem era Lady Gaga e quando comecei a curtir Amy, ela morreu e já havia outra a lhe ofuscar o brilho. Dessa, a tal de Adele, só ouvi uma música! Não li os livros do Dan Brown, quando o mundo se ajoelhava a seus pés, não assisti a um só capítulo de Lost, pois me julgando astuta achei se tratar de um excelente golpe de marketing - manter os leitores presos num suspense sem fim. Por fim, não estava de todo enganada. E ainda não assisti Crepúsculo, muito menos me animo com sagas vampirescas.





As coisas pareceram mudar tão rapidamente...lembro que quando era adolescente, os nerds não se orgulhavam de serem o que eram. Pelo contrário, estavam sempre pelos cantos, não faziam parte do grupo, eram marginalizados, segregados. Sequer, atendiam por esse nome. Na minha época, eram conhecidos como CDF ou cu de ferro, como queiram. Bom, o tempo deve ter passado e eles, inteligentes como eram sobrepujaram a esperteza dos demais e dominaram o mundo. Ao estilo Pinky e o Cérebro. Nisso a mudança foi pra melhor, é o que me faz pensar, pois agora todos se autointitulam assim. Menos eu.





Perdi muita coisa ou não sei de que planeta vim.


Talvez quando ninguém mais estiver dando bola pra esses personagens do meu tempo, eu os procure resgatar.













quinta-feira, 20 de outubro de 2011

De mãos dadas até o fim!


"Depois de 72 anos de união, casal morre de mãos dadas nos EUA". Ao ler essa notícia ontem, no G1, imediatamente tracei um paralelo com uma historinha mitológica que conheci anos atrás - a história de Baucis e Filêmon.







fonte: G1




Certa vez Zeus, sob forma humana, visitou uma região acompanhado por Hermes - deus da venda e do comércio. Apresentavam-se como viajantes fatigados e iam batendo de porta em porta procurando quem lhes abrigasse. Como era muito tarde, encontrou todas as portas fechadas. Não havia ali ninguém hospitaleiro o bastante que se dispusesse a ajudá-los.





Até que pararam diante de uma casa muito, muito pobre, onde morava uma velhinha piedosa chamada Baucis e seu marido Filêmon. Os dois se casaram muito jovens e haviam envelhecido juntos. Sem se envergonharem de sua pobreza, receberam os hóspedes celestiais com toda a boa vontade e ofereceram tudo de melhor que possuíam em sua choupana. Reavivaram o fogo, estenderam-lhe um tapete onde estes pudessem sentar. Prepararam aos hóspedes uma sopa com as ervas de seu quintal e o único naco de toucinho de que dispunham. Também foram oferecidas suas conservas, queijo, rabanetes e um pouco de vinho.





Ficaram horrorizados quando perceberam que a medida que o vinho era servido, ia-se renovando no jarro. A partir daí reconheceram os seus verdadeiros hóspedes. Caíram de joelhos e imploraram perdão pela pobreza do acolhimento. Mas Zeus reconheceu a hospitalidade e, sobretudo a humildade generosa deste casal.





Foi então, que ele resolveu castigar toda aldeia, com exceção dos velhinhos que souberam acolhê-lo sem saber de quem realmente se tratava. Eles viram a água tomar conta do lugar e sua humilde moradia transformada em um templo.





Zeus virou-se pra eles e perguntou quais seriam os seus desejos. O marido consultou a esposa por alguns minutos e depois anunciou o desejo comum. Como viveram uma vida de amor e concórdia, gostariam de morrer ambos na mesma hora, pois um não iria suportar chorar a morte do outro.





Quando se tornaram muito velhos e estavam sentados de mãos dadas, folhas começaram a cobri-los. Trocaram as últimas palavras de despedida até que ambos se transforam em uma árvore.





***


Quem dera não precisássemos nos despedir de quem amamos.


Nunca consegui esquecer essa história...


Será esse o desejo de todos que se casam?












quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Parto com coragem





Qual mãe não gosta de falar sobre a sua experiência de parto? Independente de como ele tenha sido ele, de relembrar como se sentiu, o que esperava e o que, de fato aconteceu. De vez em quando, é bom passar a vida a limpo.





Fiquei super feliz com o convite feito pela Taís e pela Laila, estudantes do curso de Comunicação Social da UFMG,  para fazer parte do seu projeto de conclusão de curso: o blog Partos Emocionantes.





Estarei na seção Parto na Blogosfera, contando um pouco sobre o que senti nos dois partos. Até já tentei abordar esse assunto aqui no blog, mas nunca entrei nos pormenores, nunca encarei os textos que escrevi como relatos de parto. Agora, foi isso que fiz e me emocionei muito escrevendo. Espero que vcs gostem.





É só clicar AQUI. Não deixem de conferir.


Super recomendo o blog e todas as histórias de parto.

É, de fato, emocionante!













segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Como ensinei meu filho a comer











Quando soube que estava grávida da Bia, me preparei muito. Quem me visse consumindo aqueles manuais concluiriam facilmente que eu estava me preparando pra defender uma tese. Só que tive uma certa dificuldade em aplicar essas regras na prática. Soa familiar?





A verdade é, que nós estamos sempre querendo superar a criação das nossas próprias mães! Um dos assuntos que me mais me intrigavam e que me pareciam ser o maior desafio a mim, pois fui uma criatura que permaneceu inapetente até os 21 anos, era a alimentação.





Acontece que, apesar do preparo e da boa vontade, cometi os pequenos erros que quase todas as mães de primeira viagem cometem, fora que a Bia não foi cuidada única e exclusivamente por mim, o que complicou um pouco as coisas. Daí veio o Otto e depois de ter aprendido o bê-a-bá pude me redimir de alguns erros e comprovar que sim, eu era capaz! 





Vou compartilhar, a título de informação, o que fez o negócio dar certo por essas bandas, mas se não funcionar, culpem a sorte. Se não virem lógica nos meus métodos, ignorem. O intuito não é parecer pretensiosa, lembrando que sou apenas uma mãe latina americana sem dinheiro no banco - ou seja, especialista em nada!













# Horários e cardápio - sou dessas que acredita em rotina. Aqui em casa, nessa fase bebezística sempre teve hora pra tudo e, lógico vou afrouxando a medida que eles vão crescendo. Mas se estou ensinando hábitos, nada melhor que o condicionamento. Outra coisa, na introdução de alimentos sólidos, a oferta de leite diminui {pra quem não amamenta}, de modo que a oferta de mamadeira o dia todo não é legal! Seu filho precisa aprender a comer, certo? 








# Aposte na curiosidade - criança quer experimentar e certamente ela gostará de tudo em seu primeiro ano de vida, embora estranhe todos os sabores que lhe serão oferecidos, já que acostumada é com o gosto do leite materno ou artificial. Portanto, não estranhem as caretas e persista nas colheradas até que eles aprendam a engolir. Careta não significa que "não gostou". O processo de deglutição também é novo para eles. Persevere.



# Não - insistir, perseverar é diferente de forçar. Se seu filho não quer comer, esqueça! mas não compense a refeição, trocando um prato de comida por um iogurte ou uma mamadeira. Se ele não quer comer, subentende-se que não quer comer NADA. Ou seja, ele precisa ficar até a hora do lanche de barriga vazia. De fome não morre, já dizia minha avó. Confie.






# Se joga - cumpridos todos aqueles rituais de introdução de novos alimentos e quando o pediatra liberar a criança pra comer tudo, vc deve se jogar. Você mãe-amiga-dona-de-casa deve sim liberar tudo, sem preconceitos, sem reservas e sem tomar por base seu gosto pessoal. Quanto mais sabores e mais texturas, melhor será o paladar dessa criança futuramente. Pense naqueles dias em que vc precisará se alimentar nas praças de alimentação do shopping ou quando for visitar parentes. Projete.







# Quanto mais natural, melhor - o refluxo do Otto foi um freio pra tudo aquilo que considero desnecessário e industrializado. Também por conta desse probleminha, não era aconselhado oferecer muito líquido. Dessa forma, desembestei a oferecer frutas, ao natural, como se guloseimas fosse. Inove.







# Seja prática - como sou muito preguiçosa e não queria futuramente ter que cortar frutas em pedaços, descascá-las só por exigência do pequeno, coar suco aquelas coisas todas que faço com a Bia que nos apoquentam a vida, decidi que ofereceria as frutas como elas são. Também queria que o Otto aprendesse a morder, a mastigar - já que, fortalecendo a mordedura e reforçando a mastigação, melhor será a articulação da fala, garantem os especialistas. Contando com a sorte de, aos 8 meses, o Otto já ter oito dentes, coloquei o moleque pra mastigar. Goiabas com sementes, bananas, maçãs, palitos de cenoura que serviam pra aliviar a coceira da gengiva, brócolis cozido no vapor, pedaços de beterraba al dente, pepino fresco cortado em rodelas, tomates inteiros pra que ele se acostumasse a morder, foram colocados à disposição. Acredite.





# Prestenção - o fácil de hoje pode ser a sua cruz amanhã. Se vc já sabe que ele gosta de maçã, banana e melancia, invista no abacate, na tangerina, no kiwi. Se vc já sabe que ele gosta de carne e frango é hora de investir no peixe e no fígado. Claro, se não for vegetariano. Diversifique.





#Truque:  ofereça isso, enquanto estiver preparando o almoço. Eles se distraem que é uma beleza. #fikdik





# Açúcar: desnecessário. Vamos partir da premissa de que crianças não tem parâmetros de comparação pra saber se o suco está azedo. Fruta é naturalmente doce, basta que se escolham as maduras. Convém lembrar que açúcar deixa a criança irritada, agitada e interfere no sono. Posso garantir. Reavalie.





# Dica pra papinha: não triturem nada usando mixer ou liquidificador, nem mesmo para as carnes. Para que seu filho coma sem o risco de engasgar, cozinhe tudo muito bem. Pra isso existe panela de pressão, comadre. Basta cozinhar a carne até aquele ponto de poder desfiá-la com o garfo. Só amassar tudo e pronto e aos poucos vai oferecendo comidas cada vez mais sequinhas, porém bem cozidas. A partir de um ano, ele deve estar pronto pra comer a comida da casa. Nada de duas panelas, duas comidas diferentes - como fiz com a Bia até quase 3 anos!!! Sofri desnecessariamente. Arrisque.





#Temperos: ah! e tempere. Não é porque é para bebê que a comida não precisa ter gosto, ser sem graça. Vale incrementar com alho, alho-poró, orégano, alecrim, tomilho, manjericão, manjerona, azeite de boa qualidade, louro e o que mais estiver à sua disposição. Coloque o mínimo de sal possível





# Guloseimas: só costumo oferecer essas coisas depois dos 3 anos, com o paladar já formado. Nem precisa dizer que nesse interstício, ele experimentou sim de tudo, mas como exceção, não como regra. Gente, danoninho não é nem pode ser sobremesa. A ingestão de lactose impede a absorção do ferro, tão importante para todos nós. Se fizer mesmo questão, ofereça no lanche, depois da fruta. Já experimentaram a receita de iogurte caseiro? Sucesso absoluto e não tem conservantes. Ah! não há sobremesa melhor que uma fruta rica em vitamina C, pro pequeno glutão absorver todo o ferro com sucesso! Que tal um kiwi?



# Golpe baixo - como já disse, com a Bia cometi deslizes que me fizeram ter uma filha mais seletiva. Fora que babá tem paciência zero pra essas coisas, vamo combinar. Nesse caso, uso sem dor na consciência aqueles golpes baixos de mascarar comida, inventar nomes engraçados...o que eu quero é que ela COMA. Simples assim. Ah! e nos dois filhos usei a tv como forma de entretenimento e posso garantir que não trouxe prejuízo nenhum para a relação criança x comida. Contrariando os especialistas. Transgrida.






O refluxo, confesso, também ajudou a moldar o paladar do Otto e a me manter focada nas melhores escolhas.



Se elas aprenderem a comer, não terão preconceito com a comida, aceitarão os sabores, não estranharão as cores! Não deu muito certo com a primeira, mas garanto a eficácia dessas dicas com o segundo.





Vai na fé, minha gente.




Outros pontos de vista:

* Mari também fala sobre esse assunto aqui.

* Minha mãe que disse também tratou desse assunto aqui.








sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A culpa é sua! ou Que sorte a sua!




Curioso perceber que estamos sendo constantemente observadas e que qualquer atitude dos nossos filhos é passível a um julgamento, que dirá muito a respeito do tipo de mãe que somos. Julgamentos geralmente injustos, convém ressaltar.





Vejamos:








  • Seu filho come bem. Come tudo o que vê pela frente, independente da cor, do cheiro, da textura, do sabor e da situação em que se encontram - ao invés de te parabenizarem como mãe, pelo excelente trabalho de iniciação do paladar que fizestes com esse pequeno ser, resumirão tudo a SORTE.  "Nossa, que sorte a sua seu filho comer tão bem!"














Sorte, cara pálida? Você sabe a que custo consegui esse feito?














Outra situação:









  • Você ensina seu filho com todo afinco, tentando incutir na cabeça de seu filho comandos básicos de obediência, pondo em risco muitas vezes sua sanidade, para que ele cumpra as regras básicas de convívio social. Daí, no direito que lhe é inerente, seu filho de espírito transgressor resolve testar os limites impostos em local público, ou lado daquela parenta chata que fala mal de Deus e todo mundo....e o que acontece? - ao invés de se solidarizarem com um cúmplice olhar, reconhecerem seu esforço ou até mesmo com um odioso tapinha nas costas, os presentes viram seus algozes e restringirão todo o seu projeto de educação {duração mínima de uma vida} à CULPA. "Nossa! mas que mãe é essa que não dá educação a essa criança?"









Culpa, cara pálida? Você sabe o trabalho hercúleo que impor limites a uma criança nos dá? E de como precisamos ser perseverantes? E que mesmo assim, isso não dá 100% de garantia no comportamento que esperamos dos filhos?










Sorte ou culpa?



A maternidade parece estar sempre restrita a esses dois pólos.






Conclusão: não adianta se descabelar, vc nunca terá o mérito pelas coisas que dão certo e será sempre culpada por tudo de errado que acontecer com seu filho.






Não é incrivelmente assustador o poder de síntese do ser humano?













Espalhando Magia!








Os dias andavam nublados, com muita chuva...mas não é que hoje o sol está reluzente? Daí que resolvi fazer um passeio, fui visitar um amigo que vive a espalhar a magia por onde quer que passe.





Vamos passear comigo? 


Hoje sou a convidada do Estante Mágica, onde falo um pouco da nossa relação com os livros.




O caminho é por AQUI.



Ótimo final de semana.




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O pinto pia!


Estava naquela fase chata de quem não sabe se definir. A linha tênue e invisível que divide pré-adolescência e infância. Ora me achava grande e madura demais, ora me sentia no direito de reivindicar meus direitos de criança. Confusão.





O ano era 91, estava com 11 anos e já tinha dado meu primeiro beijo. {Deus me acuda e que a Bia não puxe a mamãe, amém!} Estava implicando com a minha mãe que tinha dado 37453 brinquedos pro meu irmão mais novo, ao mesmo tempo em que fazia queixas a minha avó, que a filha dela não tinha comprado nada pra mim. Ousadia master!




Compadecidas com a minha aparente confusão mental, cientes de que queria chamar atenção e enternecidas pela minha primeira manifestação de inveja fraternal, saíram para me comprar um mimo, um pequeno regalo - assim fantasiei. Antes de prosseguir com essa narrativa, façamos as seguintes observações:







  • não pedi brinquedo, pedi PRESENTE e há uma diferença enorme entre as duas coisas.

  • nunca dê um presente para alguém para suprir carência, para cumprir tabela, a pessoa certamente notará. E isso poderá lhe causar um profundo trauma.









Chegaram as duas juntinhas do xópis com várias sacolas. Desfiz a tromba e disfarcei minha curiosidade com desespero - nada sutil. Procurei me sentar na posição mais confortável possível, fiz perninha de índio e abri os braços de uma forma que pudesse acomodar TODOS os presentes.









Não acreditei quando mamãe veio carregando uma caixinha que cabia na palma da mão. Recebi, agradeci, acomodei a pequena buginganga nas pernas de índio que a essa altura estavam batendo freneticamente no chão. Se demorasse mais um pouco, certamente, alçaria voo! Fiquei lá afoita, excitada esperando o presente de fato.









Sacolas se esvaziaram e sobrei com a caixinha! Vovó me encorajou a abri-la......GENTE! 









Ganhei um pinto.









"Coloca ele na palma da mão, Dani. Ele PIA!!!"




"cê, jura mãe?"









Ali fiquei sabendo que meu reinado no mundo encantado da infância havia chegado ao fim.




E fiquei tão traumatizada, que nunca mais quis ver um pinto pela frente...









quer dizer...






Pra quem não lembra do indecente, aí vai:







google images




E ele pia!











terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia das crianças - aqui tem!




daqui




Fujo de discussões político-sócio-filosóficas acerca de datas comemorativas. Estar nelas não me faz mais cool, mais pensante ou menos consciente, pelo contrário, insulta não só a minha natureza festiva, mas as memórias por mim cultivadas.





Quando nasci o dia das crianças já existia, não sei quem o criou, embora saiba para que foi criado.





Não sei precisar se a infância dos anos 80 foi melhor que as que os meus filhos  vivenciam hoje. Procuro não fazer juízos de valor, só cultuo com carinho todos os momentos que vivi, as músicas que ouvi, os brinquedos que tive, as brincadeiras que inventei.





Brincava na rua, de pé no chão, correndo de um lado para o outro. Com bola ou sem bola. Com ou sem amigos. A imaginação era a nossa maior aliada, podíamos ser quem quiséssemos ser. Já fui Cheetara, Teela, Change Fênix, delegada, She-ra e até Gato Guerreiro!





Cantava Balão Mágico a plenos pulmões, chorava ouvindo Ursinho Pimpão, dançava inventando coreografias do Trem da Alegria, assistia a Xuxa, Mara Maravilha, Sérgio Malando, Castelo Rá tim bum e até Chaves!





Lembro que o controle dos adultos não era sufocante como nos dias de hoje e éramos felizes assim. Será esse excesso de zelo o mal da modernidade?





Como criança era dedicada como filha e neta e, nada mais justo que ter um diazinho que me rendesse homenagens. E no dia das crianças, sempre ganhava presente. Às vezes eram daqueles caros, às vezes dos baratinhos fuleiragem...mas pouco me lembro deles. A recordação mais marcante desse dia, era o carinho com que minha avó reunia os netos e lhes preparava as comidas favoritas.





Tinha pastelzinho, pudim de leite, bolo de chocolate e até mesmo balas soft à vontade. Era nosso dia e nesse dia, podíamos ter a atenção voltada única e exclusivamente pra nós. Os tios nos faziam as vontades, assistiam  a nossas brincadeiras e ao final do dia, ao voltar pra casa, é que dava conta do presente ainda envolto em pedaços de papel. Tão desejado e já esquecido.





Pelo respeito que tenho desses tempos felizes, nesta casa comemora-se todas as datas comerciais afetivas. A infância passa rápido demais e meus filhos só tem esse momento pra viverem o que são! Os privo dos sermões e deixo a forma séria e sisuda de encarar a vida, para quando eles tiverem os próprios filhos!





Por ora, encho a casa de balão, deixo um bolo de cenoura a cheirar no forno, preparo pipoca e brigadeiro e os deixo se sentirem tão felizes como me sinto no dia das mães, ganhando beijo e cartinhas de amor.





O desafio que abracei é fazer com que meus filhos, tenham as boas memórias que tenho e que associem datas comemorativas a afetividade. 





Esse é o  nosso foco!





Aproveitem o dia. Feliz dia das crianças!!!







sábado, 8 de outubro de 2011

Como não amassar?









Depois de pedir várias coisas ao mesmo tempo, respondeu uma saraivada de respostas-padrão:



"não pode. Vc ainda é muito pequeno, quando crescer mais um pouco..."



Irritado e ressentido, ensaiou o choro e disse inconformado:




"mas eu não estou clescendo direito. Durmo, acordo, durmo e acordo e tô semple assim ó, desse tamaninho"









Ontem fomos ao pediatra pra reavaliação e a pneumonia é passado - eba! Obrigada a todos que se preocuparam e o presente está aí e atende pelo nome de rinite - sofro!





De toda forma, vamos todos aproveitar o final de semana, vamos?








sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Aprender brincando, por que não?


Um dia bom na escola é aqueles que as marcas pelo corpo e pelo uniforme já denunciam as experiências vividas: manchas de tintas, pés e mãos imundos de terra, cansaço...





Escola boa é aquela que permite o contato da criança com os cinco elementos da natureza, é aquela que faz seu filho viajar com a possibilidade de observar pássaros com binóculos feitos de rolo de papel higiênico, de fazer uma incursão ao riacho para procurar peixes, de alimentar galinhas, de não só plantar, mas colher na horta produtos frescos e orgânicos pra enriquecer a salada servida em casa.  De fazer piquenique na casinha da árvore. De brincar com as oportunidades, de construir tantas outras. Possibilidades.







via Ellen Pestili





Lugar onde as crianças pintam as paredes da própria escola - imprimindo ali o seu toque, onde acontecem semanas temáticas, onde os alunos aprendem, sendo ativos no próprio aprendizado. É ter uma filha conversando naturalmente sobre Manoel de Barros, Karin Rashid e Guto Lacaz.





Ontem o Otto e a Bia chegaram felizes pela experiência tão rica de comer amoras direto do pé! As unhas trouxeram um pouco de terra, como um souvenir, talvez. Os deixo aproveitar essas experiências, que terão um peso enorme na construção de suas personalidades, com um quê de saudosismo.





O meu ressentimento reside no fato de que, se eu voltar a morar em Fortaleza, eles não terão nada disso. Não há opções de metodologias pedagógicas, não tem muito o que escolher. As escolas estão preocupadas em preparar crianças para o vestibular, o ensino é cada vez mais verticalizado, há provas aos sábados para que eles não percam um só dia de conteúdo em sala e se houver grama, certamente será sintética.





É a evolução do ensino? Estamos preparando seres cada vez mais capazes?


O que vcs pensam sobre isso, o que vcs esperam das escolas?













quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sim! Existe uma saída televisiva


Já andei conversando com vcs sobre a não proibição da TV aqui em casa, né? Prefiro conversar ensinando acerca da agressiva publicidade infantil e prevenir a criação de futuros perdulários dizendo um não, mas confesso que o bombardeio andou me chateando muito esses últimos dias!





E o canal mais visto aqui em casa pela manhã é/era o Discovery Kids, que de, aliado passou a grande vilão. A publicidade de tão constante é incoveniente, fora os comerciais inapropriados visando atingir as mães que, assistem à programação meio de relance, entre as panelas e a limpeza da casa.





Enfim, cansei e mudei de canal. Daí lembrei da minha antiga amiga, que foi nossa querida companheira durante anos: a TV Cultura. Ai, como sou gênia!!!! Fiquei completamente nostálgica relembrando o tempo da baby Bia e revendo antigos programinhas preferidos.



Passa Vila Sésamo, Pocoyo, Charlie e Lola, Super Fofos, Dora - a aventureira, Arthur e seus amigos, Bob, o construtor e nos intervalos ainda rola musiquinha linda do Palavra Cantada...ah! e de 9h às 11 e de 14:30 às 17:30 passa o Quintal da Cultura, onde dois irmãos de cabelo verde cantam, dançam e contam histórias. E sabe o que é mais legal? É apresentado ao vivo e tem um quê de teatro, tem aquele climinha gostoso de contação de história. E arrancou sorrisos não só das crianças, mas da tia balza também.










Fala: não tem clima de teatro? Corram que ainda dá tempo de fugir do bombardeio publicitário e depois me contem se não é uma troca excelente.





Fiquei tão feliz por ter descoberto a pólvora.







quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Saindo da teoria






Chega um momento na vida de todos nós, mães ou não, que nos despedimos da teoria para nos depararmos com a realidade. E aqui, neste momento, não cabem projeções e sim, ação!





A Bia sempre foi muito precoce, naturalmente precoce. Para que não restem dúvidas, não falo em precocidade comportamental, mas fisiológica! Aos quatro anos ela já precisava usar desodorante. Cedo demais? Também acho, mas se fez necessário e tive que agir.





Ano passado, quando ela tinha sete anos, a levei numa endocrinologista para investigar possíveis causas de uma possível puberdade precoce, depois que notei brotos mamários. Quis manter a linha, mas estava assustada, beirando a histeria! Mil exames foram requisitados, incluindo ultrassonografia e raio-x dos pulsos.





Para a minha surpresa e alívio, todas as taxas deram normais. Adotamos uma dieta, Bia passou a se exercitar mais pois estava na corda bamba do sobrepeso. A endocrino pediu que fosse suprimido da dieta o suco a base de soja e que diminuíssemos o consumo de frango. Fácil.





Momento de relaxar, certo? Não, pois o corpo dela continuava a mostrar sinais claros de que alguma coisa continuava evoluindo e mostrando sinais no corpinho da minha pequena. Esse ano notei que os pelos do corpo, começaram a aumentar e escurecer. E quando a levei na consulta de rotina, mostrei a endocrino que solicitou mais exames. Taxas normais o que levou a médica a dizer que era genético.













Com o fim do inverno e a possibilidade de vestir roupas mais frescas, fui chamada no quarto e encontrei a Bia de braços levantados "mãe, não vamos mais esperar. Olha!" Fiquei com um nó na garganta, mas não podemos dramatizar na frente de filho, certo?





A situação é a seguinte: ela precisa se depilar!!! Axilas, buço (!!!!) e daqui uns meses virilha e pernas. Qual método utilizar? Cera, creme ou gilete? O pior é que se criará um hábito, tendo em vista que depois do procedimento, os pelos crescerão. Fora que com determinadas roupas, o uso de um top (fazendo as vezes de sutiã) se faz necessário. Ah! e também cravos e pequenas espinhas!!!





Não posso mais fazer de conta que as coisas estão sob controle, sob pena de lhe causar constrangimentos. Coleguinhas apelidam, todo mundo sabe. Fora que é feio e anti-higiênico. E ela só tem OITO anos!





E o que se passará pela cabecinha dela? Afinal, daqui pra frente vai estar preocupada se a depilação vai estar em dia ou não pra brincar com liberdade de movimentos.





Marquei consulta com uma nova endocrino, preciso ouvir uma segunda opinião. Não podemos correr o risco dessa criança ter a menarca aos nove, como aconteceu com uma tia minha!





É tudo mais fácil na teoria, em projeções....mas chega um momento em que as teorias minguam à frente da realidade que se apresenta.





A grande lição é que por mais que tenhamos super poderes, não temos o controle de tudo.





Não mesmo.


Dicas?










segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Voltando ao ponto de partida

Segundona amanheceu ensolarada!

E o Otto terminou o tratamento com ATB ontem, a febre foi embora há alguns dias, o apetite voltou com força total e a energia...também, a ponto de pirar o cabeção da mãe que vos escreve. Ótimo! Passou.



Guardei todos os vidros de remédio que já estavam fazendo parte da decoração e resolvi que, depois de duas semanas inteiras sem pisar na escola, era chegada a hora. Passei o uniforme (sou dessas), arrumei as mochilas, o  pus bem cheiroso e o deixei lá. Desnecessário dizer, que fiquei no vácuo, nem tchau ganhei...hunf!



Daí voltei pra casa tão cabisbaixa, tão saudosa do meu pequeno companheirinho que me pus a...











Esparramar-me-ei na cama pra terminar de ler meu livro, enquanto como chocolate.



Sou dessas.

domingo, 2 de outubro de 2011

Hoje é dia de marasmo, bebê





Sabe o que mais gosto no fim de semana? Não ter pressa pra nada nem coisa alguma. Escondo os relógios e ajo com a cerimoniosa preguiça de quem não tem nada a perder.





A diferença já é perceptível no café da manhã. A mesa é posta e muito bem posta. Cheia de deliciosas opções, que apesar de estarem na despensa ou na geladeria, não fazemos uso durante a semana visando tão somente a praticidade. Cada um por si e o tempo contra todos.





Sábado pela manhã não sou ninguém, por isso não costumo me aventurar na cozinha, mas no domingo, costumo acordar antes de todo mundo, coloco uma musiquinha fofa pra tocar e me jogo a fazer comidinha gostosa, que passo a semana desejando comer. E hoje foi dia de panqueca de banana, uma adaptação da receita de Ana Sinhana. Fica um espetáculo com uma chuvinha de canela ou com geléia. Iogurte com castanha do pará e damasco picadinho, morango e melão cortadinho, pãozinho quentinho, queijo, suco de laranja e um café preto bem forte e sem açúcar compõe esse ritual.





O melhor de tudo é a conversa que jogamos fora. Sem pressa, sem pressão.


E o almoço? É hábito das mulheres da família cozinhar tomando uns traguinhos e posso garantir, que entretém a ponto de não me lamuriar por fazer tudo sempre igual. Momento que divido com a Stella geladinha, umas músicas maneiras e uns petisquinhos. 





Essa é minha balada, esse é meu clube.












Pena que tá pertinho de acabar....e ainda falta tanta coisa pra comer!

Beijo pra vcs.