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Fujo de discussões político-sócio-filosóficas acerca de datas comemorativas. Estar nelas não me faz mais cool, mais pensante ou menos consciente, pelo contrário, insulta não só a minha natureza festiva, mas as memórias por mim cultivadas.
Quando nasci o dia das crianças já existia, não sei quem o criou, embora saiba para que foi criado.
Não sei precisar se a infância dos anos 80 foi melhor que as que os meus filhos vivenciam hoje. Procuro não fazer juízos de valor, só cultuo com carinho todos os momentos que vivi, as músicas que ouvi, os brinquedos que tive, as brincadeiras que inventei.
Brincava na rua, de pé no chão, correndo de um lado para o outro. Com bola ou sem bola. Com ou sem amigos. A imaginação era a nossa maior aliada, podíamos ser quem quiséssemos ser. Já fui Cheetara, Teela, Change Fênix, delegada, She-ra e até Gato Guerreiro!
Cantava Balão Mágico a plenos pulmões, chorava ouvindo Ursinho Pimpão, dançava inventando coreografias do Trem da Alegria, assistia a Xuxa, Mara Maravilha, Sérgio Malando, Castelo Rá tim bum e até Chaves!
Lembro que o controle dos adultos não era sufocante como nos dias de hoje e éramos felizes assim. Será esse excesso de zelo o mal da modernidade?
Como criança era dedicada como filha e neta e, nada mais justo que ter um diazinho que me rendesse homenagens. E no dia das crianças, sempre ganhava presente. Às vezes eram daqueles caros, às vezes dos baratinhos fuleiragem...mas pouco me lembro deles. A recordação mais marcante desse dia, era o carinho com que minha avó reunia os netos e lhes preparava as comidas favoritas.
Tinha pastelzinho, pudim de leite, bolo de chocolate e até mesmo balas soft à vontade. Era nosso dia e nesse dia, podíamos ter a atenção voltada única e exclusivamente pra nós. Os tios nos faziam as vontades, assistiam a nossas brincadeiras e ao final do dia, ao voltar pra casa, é que dava conta do presente ainda envolto em pedaços de papel. Tão desejado e já esquecido.
Pelo respeito que tenho desses tempos felizes, nesta casa comemora-se todas as datas
Por ora, encho a casa de balão, deixo um bolo de cenoura a cheirar no forno, preparo pipoca e brigadeiro e os deixo se sentirem tão felizes como me sinto no dia das mães, ganhando beijo e cartinhas de amor.
O desafio que abracei é fazer com que meus filhos, tenham as boas memórias que tenho e que associem datas comemorativas a afetividade.
Esse é o nosso foco!
Aproveitem o dia. Feliz dia das crianças!!!

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