sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A culpa é sua! ou Que sorte a sua!




Curioso perceber que estamos sendo constantemente observadas e que qualquer atitude dos nossos filhos é passível a um julgamento, que dirá muito a respeito do tipo de mãe que somos. Julgamentos geralmente injustos, convém ressaltar.





Vejamos:








  • Seu filho come bem. Come tudo o que vê pela frente, independente da cor, do cheiro, da textura, do sabor e da situação em que se encontram - ao invés de te parabenizarem como mãe, pelo excelente trabalho de iniciação do paladar que fizestes com esse pequeno ser, resumirão tudo a SORTE.  "Nossa, que sorte a sua seu filho comer tão bem!"














Sorte, cara pálida? Você sabe a que custo consegui esse feito?














Outra situação:









  • Você ensina seu filho com todo afinco, tentando incutir na cabeça de seu filho comandos básicos de obediência, pondo em risco muitas vezes sua sanidade, para que ele cumpra as regras básicas de convívio social. Daí, no direito que lhe é inerente, seu filho de espírito transgressor resolve testar os limites impostos em local público, ou lado daquela parenta chata que fala mal de Deus e todo mundo....e o que acontece? - ao invés de se solidarizarem com um cúmplice olhar, reconhecerem seu esforço ou até mesmo com um odioso tapinha nas costas, os presentes viram seus algozes e restringirão todo o seu projeto de educação {duração mínima de uma vida} à CULPA. "Nossa! mas que mãe é essa que não dá educação a essa criança?"









Culpa, cara pálida? Você sabe o trabalho hercúleo que impor limites a uma criança nos dá? E de como precisamos ser perseverantes? E que mesmo assim, isso não dá 100% de garantia no comportamento que esperamos dos filhos?










Sorte ou culpa?



A maternidade parece estar sempre restrita a esses dois pólos.






Conclusão: não adianta se descabelar, vc nunca terá o mérito pelas coisas que dão certo e será sempre culpada por tudo de errado que acontecer com seu filho.






Não é incrivelmente assustador o poder de síntese do ser humano?













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