A convite de
Fernanda Reali, participo da blogagem coletiva
Blog Retrô proposto inicialmente por Elaine Gasparetto. Tem por objetivo passearmos por todas as nossas postagens do ano que passou e escolher: a postagem mais querida, a mais popular, a menos popular e a postagem mais pessoal.
Apesar de ter feito uma retrospectiva, não tinha ido a fundo, pesquisar mês a mês tudo o que havia produzido durante o ano, inclusive, com checagem de estatísticas. Foi muito gostoso relembrar tudo, mesmo não sendo um ano produtivo bloguisticamente falando. Então vamos lá.
Foi lindo reviver a passagem de tempo na família. A preparação, a chegada do segundo filho e a ressignificação do amor - agora, plural.
"Essas observações vinham sendo feitas até a chegada de um serzinho muito menor. Ainda tímido nos seus gestos e no seu choro. De repente, aquela mãozinha fofa se pareceu gigantesca. Assim como todo o seu corpinho. Mudou-se a perspectiva. Tudo parecia grande demais, ameaçador demais. Era preciso cuidado. O bebê era muito mais frágil - eu falava."
Adoro falar de temas que são considerados controversos. Até mesmo proibidos. Ainda mais quando é comum a todos. Essa é a postagem mais popular do blog. Por que será?
"Não acredito na racionalização do sexo. Pra mim tem que ser puro instinto.
Esse espanto dos amigos me assusta: "Então, como vcs fazem?" - é a pergunta que ouço e devolvo, porque me causa também uma enorme curiosidade. O que está por trás dessas peguntas de alcova, para minha surpresa, é uma cobrança nada velada de que nós mulheres temos que nos mexer (e até rebolar) para segurar o casamento, para não deixar o tesão morrer, para que - vamos falar a verdade - não ganhemos um par de chifres.
(...)
Um fator que também deve ser considerado é o respeito. Respeito pelo outro, pela nova condição, pela passagem do tempo. Sei que ao me deitar (ou não), ele me olha e consegue me enxergar como uma mulher. Olhos de homem e não de censor, pra mensurar a rigidez do meu corpo. O único que precisa ter coisa rígida é ele, oras."
Nem é que tenha sido a menos popular, mas considerando o meu nicho (nem gosto do termo, mas...) julguei que esse texto alcançaria mais pessoas pelo bom conteúdo que ele tem. Quis compartilhá-lo justamente por achar que seria de utilidade pública. Acredito que não foi tão compartilhado justamente porque os leitores estão cansados de regras.
"Assuma o papel de pai/mãe. Tenha plena consciência de que você é que está no comando. Interprete as atitudes de criança como atitudes de criança. Se colocando dessa forma, a criança se sente segura, não precisará testar nada e vai aprender o que interessa: ter autocontrole. Deste modo, não é a criança que te desafia, são os pais que se colocam na posição de testados."
O meu blog é autoral, portanto tudo que escrevo nele é tem muito de mim, da minha rotina e dos meus filhos. Mas esse post tem algo mais, traz uma história do passado que passei anos lutando para esquecer, até perceber que estava fazendo errado. É preciso aceitar a nossa história, para que nos aceitemos por completo.
"A ação violenta trata o ser dominado como objeto. Como sujeito, é silenciado e torna-se dependente e passivo. Perde sua autonomia, sua liberdade e sua capacidade de autodeterminação para pensar, querer, sentir e agir.
Quão fundo é o poço?"
Já dizia D. Canô: Ser feliz é para quem tem coragem.

Escrever é eternizar momentos, sentimentos e sensações. Se não escrevermos o que nos marcou, a impressão que tivemos acerca daquilo que nos foi tão importante, os acontecimentos tornam-se menores, envolto numa sépia que suaviza as memórias por pouco perdidas.
E relembrar foi tão bom quanto.