Hoje é o aniversário de uma das pessoas que mais amei. Pelo menos, costumava ser. Ao ouvir isso hoje pela manhã, a Bia disse "tá, pode ter sido, mas ela não está mais aqui".
Antes de ir, talvez prevendo o que lhe esperava, ela me disse "aconteça o que acontecer, nunca vou te esquecer".
Percebi a tempo de aquietar o coração, o quanto devo ser grata a vida por todos os momentos que tivemos juntas, da cumplicidade que transcendia, do colo, do cheiro que me acalentava, os conselhos que ouvi, do amor que senti...
Ela era vida. E vida não morre.
Expliquei pra minha filha que minha avó se faz presente, sempre que acolho um filho meu, sempre que enxugo suas lágrimas e os incentivo a seguir adiante, sempre que tem cheiro de bolo no forno, sempre que eu vejo uma flor desabrochar, sempre que resolvo encarar a vida, sempre que levanto meus óculos usando o polegar e o indicador, como ela fazia...
Ficam sempre fragmentos do que fomos, como sementes, espalhadas em quem amamos.
O que se comemora no dia em que se faz aniversário? Seria errado eu celebrar a memória que reluta em morrer? E que ao contrário, nasce e renasce, cada vez mais forte?
Vovó, esse é mais um post (piegas) sobre (todo meu) amor e saudade.
Não aquela que faz doer, mas aquela que conforta e faz sorrir.
Vc sempre será o meu norte, aconteça o que acontecer.
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