Só aviso uma coisa: vcs estão tendo uma péssima impressão a meu respeito.
Lembram desse texto aqui, que fala sobre ir para a casa dos amiguinhos, onde digo que deixei ir, tudo ok e tal? Muitas de vcs deixaram comentários dizendo que jamais permitiriam, outras me parabenizando (brigada) pela minha coragem. (hahaha)
Senta aí, amigue que vou te contar um segredo.
Sou altamente, extremamente preocupada a respeito de filhos em casas alheias e descobri que esse tipo de comportamento é genético (e que estou me curando, grazadeus). Explico: minha mãe é funcionária pública, trabalha no fórum e foi nesse ambiente que cresci e também trabalhei boa parte da minha vida. Ou seja: sempre que eu pedia pra ir pra algum lugar, ela vinha com o teor de algum processo da vara criminal. E o repertório era inesgotável.
"mas minha filha, vc não sabe como é o mundo" - ela dizia.
Só queria ser pohinha loca iNgual minhas amigas, dormir na casa de uma delas, ter história pra contar...mas não podia, pois estava devidamente protegida e sufocada, convenhamos, no ninho.
Comportamento adquirido: cresci assim. Que ironia!!!
Anos atrás, aconteceu um assassinato horrível no banheiro da faculdade onde eu estudava, num dia de vestibular. Muita gente estranha no campus, inclusive o assassino que entrou por falha da segurança e se escondeu no banheiro e ficou lá de tocaia. Na hora que a menina entrou....bom, vou poupá-los dos detalhes. Desde então, não consigo entrar em banheiros públicos e me controlo pra não fazer campanha para que todos façam o mesmo.
Todos nós conhecemos histórias absurdamente cruéis, mas não é se trancando, se privando ou ainda alimentando a neurose urbana de achar que todos são criminosos em potencial, que estaremos seguras. Também não dá pra bancar a desprendida e soltar os filhos em qualquer ambiente. Orientação é super bem vinda nesses casos e não tem nenhuma contra-indicação. Aprendi isso com os {bons} exemplos maternos que me cercam.
Independente de prender ou não prender, só consigo pensar em como eu queria ter estado em todos aqueles lugares em que não pude estar.
Boladona sim, neurótica jamás.
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