Quando esse filme saiu, não pude vê-lo no cinema. Esperei aparecer na locadora, mas por uma razão ou outra, acabei me esquecendo dele. E o esquecimento durou até essa semana, quando a Warner começou a anunciá-lo para essa sexta-feira. Anotei para não esquecer de novo.
Acabei de assistí-lo e ainda estou em transe.
“Brooklyn, 1986. Bernard Berkman (Jeff Daniels) já foi um romancista de grande sucesso, sendo que sua esposa Joan (Laura Linney) começa a despontar na área. Tanto Bernard quanto Joan já desistiram de seu casamento, com ambos deixando seus filhos, Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kline), à própria sorte. Para Walt esta situação serve como aprendizado e amadurecimento, mas para Frank trata-se de uma transição complicada pela qual será obrigado a passar.”
O pai, Bernard, professor e doutor em literatura, em franca decadência costuma a separar as pessoas cultas dos filisteus – aqueles que não se interessam por livros e filmes. A mulher, Joan, também doutora em literatura, uma romancista em ascenção mantém vários casos extraconjugais e faz questão que o marido saiba.
Depois de 17 anos anunciam a separação. E se vc é filha de pais separados como eu, sabe ou pelo menos deve imaginar o quão doloroso esse momento é.
Walt o filho mais velho, admirador e, a exemplo do pai, tenta estabelecer relações com as garotas através da cultura que não possui. Cita livros que nunca leu e num concurso da escola, assume a autoria de uma música do Pink Floyd (que eu adoro, me deixa!). Tenta superar o pai num clássico exemplo de complexo edipiano.
O filho mais novo, Frank fica do lado da mãe, mas passa a ter comportamentos desagradáveis com a sua própria sexualidade, transferindo para o sexo a amoralidade da mãe.
O filme não é bonitinho começo, meio e fim, mas nos convida a ver a construção (mesmo desconstruindo) de uma personalidade em meio ao divórcio.
* a guarda compartilhada é boa pra quem, afinal? como os filhos se sentem?
* até que ponto o rancor, a inveja do outro atinge os filhos? e qual o limite para a manipulação?
Em meio a uma separação, mesmo amigável, quem mais sofre são eles: os filhos. Em maior ou menor grau, já que estão constantemente impelidos a tomar partido de um ou de outro. Isso pode significar a aproximação ou a rejeição/acusação.
Ficou interessada? Vai passar hoje às 20:30 no Warner Channel.
Não perde.
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