sexta-feira, 24 de maio de 2013

Eu sei que a gente se acostuma...





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Não escrevo há muito tempo, mas a tempo suficiente para ter estabelecido boas amizades, bons vínculos. Creio que conquistei o respeito de muita gente justamente por não confrontar os caminhos que cada uma decidiu trilhar pra si. Nunca me meti em polêmicas, embora nunca tenha conseguido ficar por muito tempo calada. Faço isso não com o intuito de não incomodar, mas por um traço característico da minha personalidade mesmo.





De uns tempos pra cá, resolvi revolver a terra que me cercava. Mexi, chafurdei mesmo. Descasquei feridas. Olhei pra trás. Estou tentando me descobrir, me redescobrir, me reinventar. Não sei que nome dar a  esse processo. Nem sei se isso tem um nome. Não importa, é só um processo. Que tem me modificado de uma maneira...





Consigo enxergar coisas que antes passavam despercebidas sob os olhos apáticos de quem estava acomodada. Ganhei lucidez. Talvez tenha ganho maturidade. Mas a busca continua e ela vai além. Busco assertividade, quero parar de me atrapalhar, de me boicotar, de dar ouvido àquela vozinha interior que sempre barra meus projetos, que sempre tenta me fazer menor do que eu realmente sou. Quero apagar essa voz que tem origem no outro e dar o verdadeiro valor à voz que vem de dentro. A voz que me conhece.





Já falei sobre vários assuntos aqui nesse espaço que construí pra mim e é natural que eu fale sobre essas minhas experimentações. É natural que compartilhe o meu olhar admirado sobre as coisas que tenho descoberto. Óbvio que esse caminho que estou percorrendo, já foi percorrido por muita gente. Não sou uma desbravadora. Entretanto, aprendi com meus filhos, que cada um tem o seu tempo. E algo só passa a existir pra mim, a partir do momento que eu vejo ou vivencio tal coisa. Não há ineditismo.





Hoje, vendo um vídeo que geral compartilhou no facebook esses dias, onde Ana Thomaz fala sobre o processo da desescolarização, ela falou algo (dentre tantas outras coisas) que me tocou lá no fundo.





"Quando vc transmuta a cultura, você não pode ir contra ela.  O antagonismo me faz crescer. Cada vez eu me incomodo menos - cada vez mais estou criando uma outra cultura dentro de mim, um outro modo de agir e me relacionar - e cada vez menos eu incomodo. [...] Então eu aceito todo o antagonismo, me alimento dele, transmuto para que ele seja fonte de crescimento, e não antagonizo de volta. Quem não ataca para de ser atacado."




Lembrei de todas as vezes em que me senti atacada com os pensamentos, com as vivências de outras pessoas. Tudo aquilo me soava como provocação. Até porque, tem gente que gosta mesmo de provocar e não convidar ao debate, né? E pensei, que essa é mais uma das coisas que devo aprender.





Não preciso fazer da minha caminhada, motivo para menosprezar ou diminuir a vivência das outras pessoas. O caminho é um só, mas que comporta vários pontos de partida.





Que possamos nos cruzar e nos dar a mão muitas e muitas vezes ao longo dessa caminhada.







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