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| Ilustração: Abigail Halpin |
Era dessas que escrevia em diários, e nas agendas além de escrever, colava todo tipo de treco que existia no mundo. Morria de orgulho delas...até acabar o ano. No ano seguinte, mais amadurecida, as escondia no fundo do armário. Dava uma vergonha reler certas coisas, que olha!
Com uma caneca de chá na mão e sem ter o que fazer, fui revisitar este blog. Passear mesmo por publicações antigas. Comecei do começo. Bem daquele comecinho que vc não sabe por onde começar. Ri. Relembrei as motivações de voltar a escrever. Eu, que só escrevia em diário.
Nesse passeio, pude reviver muitos bons momentos, pude rever as crises pelas quais passei, marcos dos desenvolvimentos dos meus filhos. Tudo registrado. Um verdadeiro inventário da vida. Mas também senti vergonha.
Porque eu quando comecei não sabia sequer o que era um código de html, naturalmente não sabia da existência de uma blogosfera, mas em algum momento do percurso, quis fazer parte dela. Quis inclusive, ganhar dinheiro escrevendo, o que explica eu ter topado alguns publieditoriais. Isso porque sempre me achei seletiva nessas escolhas. Os fiz na maior boa fé, mas hoje, só topo fazer para produtos e empresas que compartilhem verdadeiramente dos meus valores.
Sempre recusei vender espaço para grandes marcas no blog, mas descobri que podemos fomentar as pequenas empresas, as artesãs, as mulheres empreendedoras. Conheci a Marina Ribeiro - proprietária da marca - num evento, mas só pudemos conversar enquanto aguardávamos o avião. Imediatamente descobrimos afinidades e por sorte nossa relação teve continuidade com as redes sociais. As afinidades começaram a dar lugar a admiração! É com imenso prazer que anuncio uma parceria com a loja Marré Deci - especializada em bodies para bebês geeks. É uma honra poder incentivar e agregar mulheres empreendedoras como ela.
Concomitante à vergonha senti orgulho do caminho que percorri. Não só como mãe, mas como pessoa. O processo de aprendizado é contínuo e dura uma vida inteira, portanto estaremos sempre reescrevendo histórias cujo ponto final sinalizava o fim. Abriremos parenteses e transformaremos o ponto final em reticências em muitos dos textos aqui, do BM.


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