Desde o nascimento meninos e meninas são vítimas de construções sociais que irão moldar seus gostos, suas atitudes, valores e opiniões de acordo com o seu sexo. Os estereótipos são construídos assim: brincando.
O que esperam das meninas? Qual o universo que constroem para elas? Quais as cores mais comuns? Nasceram mesmo pra ser delicadas e estar imersas em panelinhas e num mundo onde os problemas são resolvidos com varinhas de condão?
E dos meninos? Qual o universo que constroem para eles? Por que não se estimula sentimentos de delicadeza, de amor, de amizade? Por que não promovem a brincadeira deles com as meninas?
O Wall Street Journal informou recentemente que uma companhia sueca de brinquedos, publicou um catálogo de brinquedos de gênero neutro para as férias. Ele mostra meninos e meninas brincando com brinquedos que não são tradicionalmente associados com o seu respectivo gênero. A companhia publicou um comunicado dizendo que o catálogo reflete a maneira moderna de as crianças brincarem, sem apresentar uma imagem estereotipada deles e que melhor reflita os valores suecos.
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Os brinquedos podem e devem ser agregadores, já que são excelentes meios para expressar valores e atitudes. Quebrando estereótipos e, se usado de maneira cooperativa, deixará de servir como um meio para perpetuação desses clichês sexistas.
O Brasil só vai superar esse modelo quando desconstruir essa estrutura de poder que se impõe nas relações sociais. Gostamos tanto de nos ~inspirar~ e importar hábitos de outras culturas, taí um bom exemplo a ser copiado.
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