quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os sem-noção e a quase-solução





Ele tá fofo. Cada dia mais meigo, mais comportado, mais obediente. Chegamos numa fase que jurava que não chegaria nunca, de compreensão, de aprendizado e afeto. Dorme tranquilamente a noite inteira, já não dá mais trabalho na hora do banho, guarda sempre todos os brinquedos depois que acaba a brincadeira. Podemos sair tranquilamente, sem medo ou reservas, já que as birras fazem parte de um passado distante. Nunca esteve tão bem, afinal, agora é menino de 4 anos!





Mentira.





A verdade é que (pelo amor de Deus- minha Nossa-Senhora-do-Perpétuo-Socorro) essa criança nunca esteve tão birrenta, tão mau-humorada e tão insone em toda a sua vidinha. Sinceramente? Achei que isso não fosse mais possível, afinal, ele está crescendo, e o avançar da idade deveria corresponder proporcional mente ao desenvolvimento emocional.



Recebi inclusive, um desses informativos sobre desenvolvimento infantil - nem lembrava que ainda estava cadastrada nessas coisas - dizendo o seguinte: "Ao ouvir um simples ´não´ da mãe (que para eles não é tão simples assim), começa a choradeira, seguida de gritos, esperneadas e muitas lágrimas. Trata-se de um comportamento comum e, ao mesmo tempo, normal entre crianças para conquistar seus objetivos. Nessa fase as crianças querem muitas coisas, inclusive se auto-afirmarem para se diferenciarem dos pais..."




 Só tenho uma pergunta depois dessa: ATÉ QUANDO, meldels?






A fase dos pesadelos parece não ter fim, apesar de todos nossos esforços. Há alguns meses, levantamos a cada três ou a cada duas horas durante a noite inteira, sendo que pela primeira vez na vida, passou a acordar cedo, muito cedo. Acreditamos que a retirada da fralda noturna tenha relação com tudo isso.



Porque veja bem, esfriou pra caramba e a vontade de fazer xixi durante a noite idem. Ele acorda quase sempre pra fazer, mas algumas vezes, acorda por estar ensopado. E lá vamos nós, trocar toda a roupa de cama e dele na gélida madrugada.





Há dois dias fui surpreendida. Marido chegou cheio de atitude e me jogou um pacote de fraldas no meio dos peito. PÁ! Perguntei se o frio o estava perturbando tanto a ponto de fazê-lo usar uma...








desfralde, desenvolvimento infantil, fase dos pesadelos, fralda noturna







É para o Otto - disse.

Chega! - continuou dizendo.

Não aguento mais acordar 282653453 vezes durante a noite - é que, amiguinhas, o Otto é garoto esperto e agora só quer o pai. Preces atendidas, amém.



A solução do gênio é fazer o menino voltar a usar fraldas.





Olha, sinceramente, achei um absurdo, tentei argumentar, mas fiquei tão sem reação diante do inesperado que vou confessar: fiquei muito mais tentada a voltar a dormir e guardei as teorias absolutistas revolucionárias no bolso. Só deixei por conta dele esse retrocesso, se desse errado, ele assumiria a culpa sozinho e iria me aguentar falando e falando por toda a eternidade. Trato aceito.





JEMT! Vcs tem noção do resultado disso?





Otto só está acordando uma única vez à noite (em meses!!!!) pra fazer xixi e voltou a acordar às 9 da matina. Com fralda e cama secas. Será que é a danada que dá segurança a ele e o faz dormir relaxado? Sim, porque sem ela, o pequeno parecia estar em constante estado de atenção.



Daí marido me olha desafiador e cheio de razão e diz: num disse?





Minha cara foi na chón, mas....sem olheiras, é pertinente dizer.



Quem ousa explicar esse fenômeno?








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