Quando decidi participar do concurso, decidi que não escreveria nada novo. Não queria nada que fosse muito pretensioso, queria algo que realmente houvesse me marcado, daí lembrei desse texto que escrevi sobre a passagem do tempo, sobre uma mudança de fase na vida do meu filho, na minha vida.
E por isso, é muito especial pra mim.
Daí, peço teu voto. Vota em mim? Vota? Basta clicar na imagem na lateral do blog.
Sempre gostei de ninar meus filhos, os embalar para dormir.
E os embalava sempre com sons, sensações, toques...nos conectávamos. Só assim dormiam!
E enquanto os embalava, eu ia sonhando um futuro lindo pra eles, pra mim, pra nós.
Apesar de gostar muito, havia dias em que eu não estava a fim, não estava com humor, só sentia vontade de me jogar na frente da tv pra zapear interesses ou simplesmente queria chorar ao invés de cantar, queria ficar só ao invés de afagar.
Nessas férias, aconteceu o que ansiei em momentos de cansaço. O Otto passou a dormir sozinho, sem minha voz, sem meu abraço...e...aconteceu muito de repente, antes mesmo do meu querer. Minha mãe, querendo um pouco de filha pra ela, me aconselhou a deitar os meninos no quarto, dar boa noite e sair. Achei simples demais e mesmo zombando, segui seus conselhos.
Para a minha surpresa, deu certo.
Cada um na sua cama. Isso se repetiu durante todos os dias em que estivemos lá. E, quando voltamos, resolvi retomar meu momento de acalanto, mas quem disse que o Otto quis? Orgulhoso, disse para mim que já era um menino Grande!
Ontem, estava cheia de saudade daquele abraço que só ele sabe dar, que de tão apertado, tão aconchegante, dá a impressão de que, de novo, somos um só. Estava com saudade do cheirinho da cabeça dele, de como os cabelos pendiam por sobre meu braço, daquela mãozinha inquieta que pousava no meu corpo somente quando ele adormecia, do cheiro quente de sua respiração...
Na hora de colocá-lo na cama, resolvi deitar junto e antes mesmo de ser expulsa por aquele bebê grande que se acha um menino, pedi pra que ELE me colocasse pra dormir.
De novo, tive ele enroscado em mim e quando nossas respirações entraram em sintonia, ele começou a passar de leve a mão no meu braço e cantou...cantou pra eu dormir.
Nesse acalando, ele acabou dormindo.
Com a certeza da inexorável passagem do tempo, acabei chorando.

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