segunda-feira, 4 de março de 2013

Da vida para o corpo - a nova tatuagem


Reza a lenda que quem faz uma tatuagem, não consegue mais parar.




Como contei aqui, demorei dez anos até tomar a decisão de fazer uma. Para fazer a primeira, vc precisa vencer o medo do definitivo, que sempre assusta e este, uma vez vencido...deixa o caminho livre para uma segunda, uma terceira, uma quarta...





Dessa vez, escolhi um desenho simples, até bem comum, mas que tem um sentido enorme pra mim. Procurei o Tadeu e juntos chegamos ao resultado final. Adoro o traço dele e a forma com que trabalha o conceito. Considero muito importante a energia boa que ele tem, porque o que vai no corpo é bem mais que tinta.














Resolvi fazer desse, um passeio pra toda família. Todo mundo curte o Tadeu e o estúdio agora funciona na casa dele. Muito mais acolhedor, Otto que o diga.









A Rosa dos Ventos representa as quatro direções fundamentais da Terra, corresponde a uma volta completa do horizonte. Ideal para quem precisa se encontrar, mas nem foi essa a causa da minha escolha.



Já sentiu um amor te nortear? Um amor tão grande capaz de vencer o tempo?



Norte - era assim que eu me referia à minha avó, porque o amor que sentimos (ainda) uma pela outra, era a minha orientação, o meu guia, nas vezes em que me senti perdida.



Preferimos fazê-la da forma mais limpa possível, suprimindo as orientações de símbolos nas coordenadas - o que deixou o desenho bem mais subjetivo. O timão em segundo plano, foi uma sugestão do Tadeu e evidencia que depois da partida dela, passei a controlar o barco.



Um amor tão grande só podia mesmo virar tatuagem.











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"O corpo: superfície de inscrição dos acontecimentos."


M. Foucault.





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