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Como mãe de um casal, me sinto constantemente desafiada no árduo papel de educar. E falo aqui da educação num sentido mais amplo...
Espero que o Otto, à exemplo de seu pai não tenha machismos e saiba ser companheiro de quem escolher para dividir a vida. De não ter medo de pegar numa vassoura, ou de assumir as louças sujas que cismam em brotar da pia, que saiba passar suas próprias roupas...que se levante nas madrugadas para acudir ao bebê que chora, para conduzir os filhos ao banheiro ou que, simplesmente meça suas febres noturnas, assumindo a parte que lhe cabe na paternidade.
Como mulher, não quis um homem machista para dividir a vida. Por que teria eu o displante de educá-lo de forma diversa? O fazendo tão arrogante a ponto de achar que só cabe às mulheres essas funções dentro de sua casa? Onde ele reinaria absoluto como um déspota? Ou satisfazendo suas vontades em detrimento das vontades de sua irmã?
Otto hoje anda paternal...ninando as bonecas da irmã. E, isso não me assusta nem um pouco. Se nós mulheres, agindo de forma instintiva, treinamos nossa maternidade com elas, porque não pensar que os homens também não tem seus instintos paternais?
A Bia na idade dele, quis um boneco do homem-aranha. Sob protestos da platéia, lhe comprei um exemplar e, como no fundo esperava, dias depois, o vi de lacinho na cabeça, sendo ninado junto com suas bonecas de pano. Por que temiam mesmo?
Olhando pra trás, já dá pra perceber muitos avanços, mas é só se ater às páginas policiais pra ver que ainda há muito que ser mudado.
Espero que consiga, na minha maternagem, não dar margem à machismos adquiridos por gerações e gerações.
Topo esse desafio, mas sabendo que a responsabilidade é de toda a família.
E vcs, o que pensam a respeito dessa questão tão delicada e tão carente de discussões?
"Imperdoável é que as próprias mães se incumbam de perpetuar e reforçar o sistema, criando filhos arrogantes e filhas submissas; se as mulheres entrassem num acordo para agir de outro modo, liquidariam com o machismo no espaço de uma geração" - treho extraído do livro Paula - de Isabel Allende.

Oi!
ResponderExcluirCheguei aqui através do facebook, muito legal o teu blog!
Tenho dois meninos de 1 ano e penso como tu. Espero que eles sigam o exemplo do meu marido e acharei ótimo quando começarem a brincar de boneca, afinal, a paternidade também deve ser construída.
Bjs
Simplesmente A-D-O-R-E-I!
ResponderExcluirÉ assim que se faz. Do jeito certo.
beijo!
É bem por aí mesmo!
ResponderExcluirComo pais, a gente deve educar os filhos para serem pais. Simples e difícil ao mesmo tempo, né?
bj,
Ana
Muito bom!
ResponderExcluirtb sou bastante atenta para estas questões.
fui trocar uns presentes repetidos de Joaquim, peguei uns carrinhos cor-de-rosa (já viu? uma fofura)
É chato pensar que são feitos para meninas...
E que querem desmistificar o carrinho que é só para meninos...
essa separação me irrita.
então comprei carrinhos rosa, o pai achou estranho, mas ok.
da próxima será uma casinha, quando ele souber brincar com os móveis.
e espadas para as meninas, e brinquedos para todos!!bjos
Simplesmente perfeito seu post, seu texto, seu raciocínio..assino embaixo! sou sua mega fã, você sabe né? Ai amada, muito obrigada pelos recadinhos lindos que deixou pra mim no meu blog, na entrevista, em outros blogs..que querida, pessoas como você fazem a nossa vida valer a pena! Beijo no coração! Re
ResponderExcluirÓtimo post, Dani. Eu infelizmente tenho que dividir a educação do meu filho, já que sou separada. Sou a favor da liberdade, da total falta de preconceito, mas sou obrigada a dividir uma educção seguida de aplausos seguidos de "isso aê filhão, você é macho!" Odeio isso. Acho que ambos os sexos tem que entender que os valores são iguais, e somente assim caminharão em igualdade e não em guerra eterna do que cabe a cada sexo.
ResponderExcluirOi amada!!! Pra variar um pouquinho arrebentando nos posts né? Logo mais estarei em Floripa pro nosso café!! eba!!! Bjks, Re
ResponderExcluirDani, essa foto é fantástica! Nunca tinha visto. Quero dizer, é fantástica pela sacada, mas o contexto é tristíssimo. Mas, eu acredito que é com nossos filhos que poderemos mudar o futuro, tendo pessoas mais tolerantes, humanas e sem preconceito. E a mudança já está acontecendo, dia a dia, dentro de nossas casas. Então, teremos um mundo melhor, sim, não há dúvida. Nem que esse mundo melhor seja apenas para nossos filhos. Já é uma vitória, não?
ResponderExcluirGrande beijo
Glau
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