terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Entrevista - Lea T - franqueza que choca e faz pensar










"Para o mundo, ela é Lea T, a brasileira que está entre as 50 maiores modelos da atualidade e que vem fazendo barulho com fotos provocantes. Para o Brasil, ela é mais que isso. É a mineira, filha de um dos grandes nomes do futebol brasileiro: Toninho Cerezo."





Assisti, no Fantástico, a entrevista da Lea T à Renata Ceribelli.


Fiquei anestesiada com a franqueza com que concedeu essa entrevista e a forma natural como falou dos problemas de aceitação de uma transexual na nossa sociedade. E descobri, pasma, que não sabia nada sobre transexualismo. Achava que eram homossexuais pura e simplesmente...mas não são!





Ponto alto da entrevista:





Lea, que ainda era Leandro, foi ficando cada vez mais feminina. “Três, quatro anos atrás eu já me vestia de mulher, me montava. Aí eu era um travesti: um homem que se veste de mulher”, conta.



Ela foi procurar um psquiatra para entender melhor a sua sexualidade. Foi quando recebeu o diagnóstico de transexual: um distúrbio de sexualidade. No caso, uma mulher em um corpo de homem. Para corrigir isso, existe a cirurgia de troca de sexo. “Eu fui na terapia e eles falaram que eu tinha esse distúrbio”, diz a modelo.







Mas o mais difícil ainda é o preconceito. “Você vê não transexual trabalhando em nenhum lugar. Você vê transexual só na rua se prostituindo. Para mim, pensar que o meu final teria que ser como o delas era muito duro”, diz.





Eu não vejo lado bom em ser transexual. Eu sou penalizada em tudo. Não é uma coisa gostosa. Você tem que levar para o lado do transexualismo em si: remédio, terapias, operações e preconceito. Mas também tenho a parte da minha vida sem pensar nisso, os momentos de felicidade.”











A rua não é, nem deveria ser destino para pessoas como a Lea.


A estrela dela brilhou, portas se abriram. E quantas delas, com suas estrelas apagadas, não estão por aí?





Mais tolerância e mais respeito com as diferenças - é o que precisamos aprender.





2 comentários:

  1. Concordo plenamente Dani! Eu tb pensava que transexual era um homesexual que havia feito a cirurgia. Mas vai muito mais além!! Entendi que não são transexuais por opção... e independente disso, temos que respeitar, seja sendo distúbio ou opção.

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  2. Ela é mulher. mulher de verdade! e mais mulher ainda por se aceitar assim!

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