segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Culpa e remissão - porque mãe, também erra


Naquela confusão rotineira que se faz após o almoço, acabei perdendo a cabeça com a Bia. Dei uma surtada básica. Fiquei chateada com a forma com que vem me enfrentando, pela falta de compromisso com que cuida das suas coisas...ou seja, cobrei de uma menina de 8, o que se cobra de um adolescente!





Quando saí do banho, havia um bilhetinho em cima da cama. É o jeito dela pedir desculpas. A chamei, desculpei, beijei, mas não amoleci. Faço a linha Kate Mahoney.





Os deixei na escola e, em casa sozinha, a culpa tomou conta, mas como não gosto de ser consumida por ela, procurei rever todos os fatos sob a ótica de uma menininha de 8! E percebi o quanto fui e estou sendo egoísta nas minhas exigências.




Não que ache errado cobrar responsabilidades, mas existem maneiras e maneiras.


As cobranças em cima dela não estão sendo poucas, primeiro - porque está sendo acompanhada por uma endócrino, por causa da puberdade precoce. E eliminando hábitos que acelerem esse processo, como o peso por exemplo. Não chega sequer, a ser sobrepeso. (apesar de ela ser gordinha.) E agora, depois da quarta consulta com a tal da médica, fico cobrando e cobrando.





Hábitos saudáveis, cultivo aqui em casa, mas sem xiismo. Detesto radicalismo oco! Mas será, que essa questão do peso me preocupa tanto assim? a esse ponto de ficar no pé da menina? Sabendo que não há excessos preocupantes? Tenho mesmo uma meta a cumprir? Satisfações a dar?



Ou será que estou perdendo o prumo, só por medo de ter a MINHA maternagem na berlinda? Como uma espécie de mãe perfeita, a que nunca falha.





Sim, porque qualquer problema que eventualmente aconteça a um filho, a culpa será única e exclusivamente da mãe.



E por que tanta pressão?





Dizem que filho não nasce com manual, mas discordo completamente. São tantos os manuais, tantas as fórmulas prontas de venderem uma maternagem perfeita...só olhar a volta e verá livros/revistas impondo ensinando: como colocar pra dormir, como vestir, o que ouvir, o que e quando comer, método disso, método daquilo...sempre com mães exuberantes, com profissões bacanérrimas ilustrando as páginas internas, te impondo perfeição! 





Enquanto isso, no mundo normal, as mães se afogam na culpa. Culpa por nunca alcançarem a perfeição comercializada.





E o segundo ponto de cobrança é por causa de um hamster. Inclusive ela anda num processo de pesquisa tão bacana...já conhece as raças, os cuidados, as opções de gaiolas...mãããs, fui muito mesquinha ao usar isso como moeda de barganha.



Na minha cabeça maquiavélica, funcionaria assim: você passa a tomar banho sem que eu mande, juntar seus brinquedos, fazer suas lições, organizar sua escrivaninha e te darei um hamster numa linda gaiola lilás!





WTF? Agora que a ficha caiu, o mais prudente e maduro a se fazer é dar o presente de aniversário, mesmo que, com 2 meses de atraso e ajudá-la a criar. Mostrando, na prática, que os cuidados que ela terá com aquele bichinho é a tal da responsabilidade. E sei, que por analogia ela vai compreender a responsabilidade que se cobra dela.





Cansei de correr atrás de uma perfeição materna que não existe.





Mães podem e devem agir com seu próprio instinto.


Só nós saberemos a forma e a medida certa para educar nossos filhos.


Só nós saberemos o que agrega ou não na forma de criar e amar nossos próprios filhos.





Culpa, meu povo, é algo que dá e passa.






O importante é não desistir nunca.





4 comentários:

  1. eu sou normal!!!!!!!!!!! Iupiiiiiiiiiiiiiii

    ao ler seu texto, eu conclui isso, rsrsrsrsrs...

    Força p nós!!!
    Beijos amiga!!

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  2. Olá Dani!!! Seja sempre bem vinda no meu espaço...Obrigada desde ja pelos elogios, faço com muito carinho...akele carinho de mãe sabe??? esse aí mesmo rsrsrs Adoro criar e imaginar nossos pekenos em cada peça que produzo. Tenho de varios tamanhos os vestidinhos.`Pijamas tenho do 1 ao 14 infantil. Vestidinhos infantis tem até o 10. Conversaremos lá...kero te conhecer sabado...bjsssss

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  3. Ahh adorei seu blog e esse texto aí de cima me leva a crer q sou humana...normal...bom compartilhar isso heim!!!??? Bjssssssss

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  4. Oi Dani,
    Esse texto mexeu comigo...fui uma criança gordinha e assim como sua filhota costumava conversar com minha mãe por bilhetinhos...era tão difícil falar!!! Pois bem, o tempo passou e há alguns anos li um livro muito bacana, que não tem nada de manual, mas cheio de reflexões. "Deixar de ser gordo" do Flávio Gikovate. Olha, lá fala da relação da criança com a mãe e as mudanças na dinâmica familiar, além dos relacionamentos com o mundo. Na época em que lia contagiei uma amiga mãe e acompanhei aos pouquinhos a mudança na relação dela com o filho, como eles ficaram ainda mais parceiros e ele, magro, saudável e feliz! Fica ai a sugestão. Adoro você e sou fã declarada da sua família! beijos e um abraço grande

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